"Afastar muitos para longe do rebanho, foi para isso que eu vim!" Nietzsche

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A badalada mais badalada

Não sou grande apologista de relógios, ainda menos relógios certinhos ao milissegundo, até porque uma coisa é certa, certo ele nunca está... Regemo-nos por uma divisão temporal trôpega. De vez em quando, alguém descobre que a Terra está a andar muito devagar para a contagem e como (ainda) não se consegue aumentar a rotação terrestre, somam-se mais uns segundinhos quando não está ninguém a olhar. Faz-se batota e com um bocadinho de sorte ainda se faz disto um acontecimento. Género derrapagem económica, mas em versão temporal.

Em 1972 foram acrescentados 10 segundos intercalares ao longo do ano e mais 23 segundos foram introduzidos subrepticiamente até 2005. E agora a notícia que arruina a publicidade da Nespresso de Natal deste ano. Estes senhores andaram a espalhar relógios pela cidade de Lisboa com uma mensagem que dizia algo como: "Doze badaladas, doze variedades de café, doze meses por ano. What else?" Respondo-lhes eu: mais uma badalada. Este ano são treze.

"A técnica visa manter alinhado o Tempo Universal Coordenado (UTC) com as escalares astronómicas variáveis GMT e Hora Universal (UCI)." dizia hoje na Visão.

Mas estas discrepâncias podem acabar brevemente. A União Internacional de Telecomunicações, propôs acrescentar uma hora extra a cada 600 anos. Se isto acontecer, a hora deixa de estar ligada à rotação astronómica da Terra, passa-se a batata quente e daqui a seis séculos, eles que se amanhem. (Só para esclarecer: não, o nosso Ministro das Finanças não está por detrás desta proposta).

Artigo de Opinião!


A crise está em crise


A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado.
Ou estou fortemente enganado (o que sucede, aliás, com uma frequência notável), ou a história de Portugal é decalcada da história de Pedro e o Lobo, com uma pequena alteração: em vez de Pedro e o Lobo, é Pedro e a Crise.

De acordo com os especialistas – e para surpresa de todos os leigos, completamente inconscientes de que tal cenário fosse possível – Portugal está mergulhado numa profunda crise. Ao que parece, 2009 vai ser mesmo complicado.
O problema é que 2008 já foi bastante difícil. E, no final de 2006, o empresário Pedro Ferraz da Costa avisava no Diário de Notícias que 2007 não iria ser fácil. O que, evidentemente, se verificou, e nem era assim tão difícil de prever tendo em conta que, em 2006, analistas já detectavam que o País estava em crise. Em Setembro de 2005, Marques Mendes, então presidente do PSD, desafiou o primeiro-ministro para ir ao Parlamento debater a crise económica. Nada disto era surpreendente na medida em que, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, entre 2004 e 2005, o nível de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 78% para 84,2% do PIB.
O grande problema de 2004 era um prolongamento da grave crise de 2003, ano em que a economia portuguesa regrediu 0,8% e a ministra das Finanças não teve outro remédio senão voltar a pedir contenção. Pior que 2003, só talvez 2002, que nos deixou, como herança, o maior défice orçamental da Europa, provavelmente em consequência da crise de 2001, na sequência dos ataques terroristas aos Estados Unidos. No entanto, segundo o professor Abel M. Mateus, a economia portuguesa já se encontrava em crise antes do 11 de Setembro.

A verdade é que, tirando aqueles seis meses da década de 90 em que chegaram uns milhões valentes vindos da União Europeia, eu não me lembro de Portugal não estar em crise. Por isso, acredito que a crise do ano que vem seja violenta. Mas creio que, se uma crise quiser mesmo impressionar os portugueses, vai ter de trabalhar a sério. Um crescimento zero, para nós, é amendoins. Pequenas recessões comem os portugueses ao pequeno-almoço. 2009 só assusta esses maricas da Europa que têm andado a crescer acima dos 7 por cento. Quem nunca foi além dos 2%, não está preocupado.

É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal os portugueses. A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado. Agora, somos o povo da Europa que está mais bem preparado para fazer face às dificuldades.


Artigo de opinião de Ricardo Araújo Pereira
fonte: Revista Visão

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Fome é um filme que marca...




Realizador: Steve McQuenn
Elenco: Michael Fassbender, Stuart Graham, Helena Bereen

"Fome" é o primeiro filme do artista plástico britânico, Steve McQueen, que ganhou o Turner em 1999 e que, agora, conquistou em Cannes, onde o filme ganhou a Caméra d´Or, troféu que distingue a melhor primeira obra apresentada no festival.


O filme revisita o famoso e polémico caso de Bobby Sands, que se encontrava na prisão Maze, Belfast, Irlanda do Norte. A pelicula mostra as últimas semanas do activista do IRA que liderou a famosa greve de fome, de 1981, contra o tratamento que recebiam dos agentes prisionais britânicos e em busca do estatuto de prisioneiro político.

Mais do que redescobrir a pele de Sands, o reputado artista conquistou já o louvor da crítica pela experiência plástica e estética que o filme representa. Ainda para mais, não sendo propriamente um realizador encartado.

"Fome" questiona as noções de moral, de mártir, de herói e olha para o corpo como arma de arremesso quando não se tem mais nada com que lutar.

Visto como uma "orgia de violência" útil, com a contenção necessária para não cair no moralismo ou na mensagem panfletária, a obra só tem recebido elogios.

Há mesmo quem diga que o realizador já entrou para a história do cinema, mesmo não fazendo mais nenhum filme.

Ele voltou, o Emplastro da política...!


Imagem retirada do Blog "Arrastão" http://arrastao.org/

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Eça mancha que não quer sair ...



Ariel? Tide? Omo? Sim, porque oposição de jeito não há...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Censura só no tempo do Salazar...


Lusa: Conselho de Redacção contesta
‘Estagnação’ é palavra proibidaO Conselho de Redacção (CR) da Lusa "estranha" o modo como a agência de notícias tem tratado alguns assuntos do País. Da proibição do uso da palavra estagnação, às críticas ao número de notícias sobre o computador ‘Magalhães’, são vários os pontos do comunicado do CR que sugerem ingerência na Informação da Lusa.


No documento, a que o CM teve acesso, o CR "estranha que, no dia da divulgação das novas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), os jornalistas da economia tenham sido proibidos de utilizar a palavra ‘estagnação’ [no título e no lead], para qualificar a evolução de 0,1% prevista para o PIB português em 2009". Para o CR da Lusa, "a interdição de utilização do termo estagnação naquela notícia surge com contornos censórios", causando uma "profunda preocupação". No documento lê-se que o director da Lusa, Luís Miguel Viana, "não percebe onde é que o CR quer chegar com a menção de ‘contornos censórios’".


A cobertura noticiosa das "campanhas de marketing do Governo" também foi criticada pelo CR, nomeadamente a entrega do computador ‘Magalhães’ nas escolas. A Lusa "acompanhou grande número de membros do Governo, com um número exagerado de notícias de agenda". Além disso, o CR considera que a agência "tratou muito tarde a Informação de que o ‘Magalhães’ não era um computador exclusivamente português". O director da agência admitiu ao CR ter sido por sua iniciativa "que foi elaborada a notícia sobre o computador peça a peça, reconhecendo que a notícia acabou por sair demasiado tarde".

Acho que está tudo dito...

É só para relembrar algumas perolas...

Eu preferia quando a Senhora se mantinha em silêncio...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Barack Obama Presidente dos E.U.A

Clique para ouvir o discurso da vitória de Obama

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Afinal há pessoas descontentes com o "Magalhães"...



Senhor Primeiro Ministro:Venho protestar veementemente através de Vª Exª pelo nome dado ao computador que os vossos serviços resolveram distribuir aos meninos deste país (os que sobrarem do seu negócio com o Hugo Chavez na troca do petróleo, bem entendido). Eu, Pedro Carvalho de Magalhães, nunca mais poderei usar a minha assinatura sem ser indecentemente gozado pelos meus colegas de trabalho. Sempre assinei PC Magalhães e, desde que Vªs Exªs baptizaram o tal computador, tive que alterar todos os meus documentos.


Coisa tão simples como perguntar as horas e a resposta que recebo é:- Atão Magalhães... vai ao Google...



Se vou à máquina de preservativos, há sempre uma boca dum colega:- Para quê, Magalhães? Não te chega o anti-virus?



Se vou ao dentista, a recepção é sempre a mesma:- Então o senhor Magalhães vem limpar o teclado...



A minha mulher, Paula Carvalho Magalhães, também sofre pressões indescritíveis no emprego: Ontem uma colega veio da casa de banho com um tampão na mão e gritou:- Paula.... esqueceste-te da tua PEN!



Também o ginecologista não resistiu ao nome e, após a consulta,disse-lhe que tudo estava bem com as entradas USB!



Nem o meu filho, Pedro Carvalho Magalhães, escapa ao gozo que o nome veio provocar.A Rita, a mocinha com quem andava há mais de 6 meses, acabou tudo com este argumento:- Magalhães.... vou à Staples procurar outro que a tua pega é muito pequena!



Quando, devido a tudo isto, apanhei uma tremenda depressão que me impediu de trabalhar, fui ao psiquiatra. Ele olhou para o meu nome e disse:- Pois é, senhor PC Magalhães. Aconselho-o a passar pelo suporte técnico da Staples... podem ser problemas de memória RAM!



Neste momento a minha mulher quer desinstalar-se e procurar alguém que tenha um nome 'decente'.Senhor Primeiro Ministro... porque diabo não puseram Sócrates a esse maldito computador?


Queria que o senhor visse o que custa!Atenciosamente, assina Paula Carvalho M. (e não me perguntem o que é o M)


P.S: Mas nem tudo é mau, eu já ouvi dizer que é possível virmos a ter mais um feriado em homenagem ao "Magalhães"...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

sábado, 25 de outubro de 2008

«God bless...»



Boa? Boa...

"La Résistance"

Mundialmente conhecida como "Lá Resistance" a Resistência Francesa é um hino a todos aqueles que lutaram e lutam contra o autoritarismo, a ditadura e o totalitarismo em nome da Liberdade! Que nunca caiam no esquecimento...