sábado, 15 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Light up the darkness...
No outro dia visionámos umas imagens arrepiantes e incomodativas… um grupo de jovens, cerca de 8 agrediram violentamente outro jovem. Murros, pontapés por todo o corpo. O jovem agredido, jazia imóvel no chão. Mas um acto ainda mais revoltante iria acontecer. Um dos 8 jovens, ficou sozinho ao lado do corpo do jovem que jazia no chão e para além de lhe dar pontapés na cabeça, saltou 3 vezes com os pés juntos sobre a cabeça do jovem que imóvel jazia no chão… quando por fim acabou, o corpo demonstrava todo o seu sofrimento e agonia… das 5 pessoas que visionaram as imagens de uma câmara de segurança, a repulsa por tal acto era inegável…
Mas porque nos causou tanta revolta e repulsa? Terá sido por terem sido 8 contra 1? Terá sido por terem espancado selvaticamente um jovem indefeso? Terá sido porque os 8 agressores tinham pele negra? Terá sido por o último jovem ter pontapeado e saltado de forma animalesca em cima da cabeça do jovem que jazia imóvel no chão? Ou terá sido por todas as hipóteses anteriormente referidas?
Nietzsche uma vez escreveu no seu livro “Assim falava Zaratustra” o seguinte: «uma coisa é o pensamento, outra é o acto, outra ainda, a imagem do acto». O pensar naquele acto incómoda, o acto em si revolta, mas ver o acto enoja…
Explicações e acusações foram prenunciadas.
Fiquem a pensar no que tínhamos visto e no que tínhamos dito…
As imagens de alguém a ser espancado selvaticamente e num acto ignóbil, desumano e cobarde um jovem salta com os pés juntos sobre outro jovem que jazia imóvel no chão, já com francos sinais de sofrimento incomodou tanto porquê?
Porque o acto foi visto por nós. Era a realidade, não era mais um filme ou um jogo em que caso o jovem jazido do chão perdesse, podia sempre começar de novo. Incomodou, revoltou, enfureceu, indignou, porque possivelmente tinha sido no nosso país e mais ainda. Porque podia ser um de nós ou alguém de quem a gente gosta…
Aquelas imagens revoltam o mais nobre dos cristãos, mas não revolta também saber que a Pfizer usou crianças nigerianas como cobaias para testar medicamentos? Que aproveitou um surto de meningite para ensaiar um novo medicamento, mesmo sem autorização dos pais das crianças. Onde das 200 crianças que foram sujeitas a testes, 11 morreram e as restantes ficaram com graves danos. Infelizmente o uso de pessoas como cobaias para testes de medicamentos nos países menos desenvolvidos não se limita a este hediondo caso. As grandes farmacêuticas servem-se do facto de as pessoas viverem em situações de pobreza. Este caso que falo passou-se em 1996. Só passado 13 anos é que a Pfizer foi condenada a pagar 50 milhões de dólares. Sendo que a meio do ano passado a Pfizer anunciou uma subida de lucro para os 2,77 milhares de milhões de dólares, para culminar numa receita total de 12,1 milhares de milhões de dólares.
Qual é a diferença? Qual nos repulsa mais? Qual é mais condenável?
No 1º temos oito contra um, no 2º temos uma multinacional contra 200;
No 1º temos uma violência física desmedida, no 2º temos uma imensurável violência química;
No 1º temos jovens solteiros a ferir/matar outro jovem, no 2º temos adultos pais de família a inutilizar/matar crianças;
No 1º temos jovens de pele negra a perpetrar tal acto, no 2º temos adultos pais de família de pele clara;
No 1º temos jovens de pele negra, solteiros, com uma possível escolaridade reduzida, no 2º temos adultos, pais de família, com escolaridade superior;
No 1º temos um acto baseado no impulso, no 2º temos um acto premeditado, planeado, avaliado, quantificado;
No 1º temos um acto com o objectivo de provocar sofrimento em alguém e demonstrar ao grupo quem é o mais temível, no 2º temos como objectivo o dinheiro e o controlo de parte de um mercado, mesmo que para isso se provoque o sofrimento, a deficiência e a morte.
Posto isto qual dos 2 causa mais revolta?
É claro que a mim me revolta o 1º caso, pois as imagens são aterradoras, mas o 2º revolta-me, enoja-me, corrói-me…
Revoltamo-nos muitas vezes com quem como nós é vítima. Quando há fome, quando o desemprego aumenta, quando se coloca pessoas em guetos, quando se descrimina, quando há injustiça, a violência aumenta e para todo o problema complexo há sempre uma solução simples… que geralmente está incorrecta.
É mais fácil culpar os “pretos”, os “ciganos”, os “brasucas”, os “moldavos”…
A famosa “crise” que nos pôs todos a pensar na vida, terá sido provocada pelos acima referidos? Não terá sido provocada por indivíduos claros, pais de família, com estudos académicos e de reconhecível conduta ética e moral irrepreensível?
Quando pessoas como nós, chamados “classe média” nos ressentimos da “crise” como se ressentiram os que estão piores que nós, os que nada têm e nada podem?
Sem escolaridade, sem futuro, sem perspectiva, sem esperança…
Não é por se ser pele clara, ou escura, não é por se ser estrangeiro ou não estrangeiro, que se deve esta violência crescente no nosso país. As condições actuais são favoráveis à violência, à delinquência, a tensões entre classes e à criação de bodes expiatórios, que nos tiram objectividade, coerência dos verdadeiros responsáveis pelo declínio da nossa sociedade e planeta em geral.
Acredito no Homem e no bem comum que conseguiu, consegue e que conseguirá mais e melhor… é esse o meu desejo, a minha ambição. Tenho esperança em algo que por vezes me desesperança! Se assim não for, o que ando cá a fazer…? O que andamos cá a fazer...?
Mas porque nos causou tanta revolta e repulsa? Terá sido por terem sido 8 contra 1? Terá sido por terem espancado selvaticamente um jovem indefeso? Terá sido porque os 8 agressores tinham pele negra? Terá sido por o último jovem ter pontapeado e saltado de forma animalesca em cima da cabeça do jovem que jazia imóvel no chão? Ou terá sido por todas as hipóteses anteriormente referidas?
Nietzsche uma vez escreveu no seu livro “Assim falava Zaratustra” o seguinte: «uma coisa é o pensamento, outra é o acto, outra ainda, a imagem do acto». O pensar naquele acto incómoda, o acto em si revolta, mas ver o acto enoja…
Explicações e acusações foram prenunciadas.
Fiquem a pensar no que tínhamos visto e no que tínhamos dito…
As imagens de alguém a ser espancado selvaticamente e num acto ignóbil, desumano e cobarde um jovem salta com os pés juntos sobre outro jovem que jazia imóvel no chão, já com francos sinais de sofrimento incomodou tanto porquê?
Porque o acto foi visto por nós. Era a realidade, não era mais um filme ou um jogo em que caso o jovem jazido do chão perdesse, podia sempre começar de novo. Incomodou, revoltou, enfureceu, indignou, porque possivelmente tinha sido no nosso país e mais ainda. Porque podia ser um de nós ou alguém de quem a gente gosta…
Aquelas imagens revoltam o mais nobre dos cristãos, mas não revolta também saber que a Pfizer usou crianças nigerianas como cobaias para testar medicamentos? Que aproveitou um surto de meningite para ensaiar um novo medicamento, mesmo sem autorização dos pais das crianças. Onde das 200 crianças que foram sujeitas a testes, 11 morreram e as restantes ficaram com graves danos. Infelizmente o uso de pessoas como cobaias para testes de medicamentos nos países menos desenvolvidos não se limita a este hediondo caso. As grandes farmacêuticas servem-se do facto de as pessoas viverem em situações de pobreza. Este caso que falo passou-se em 1996. Só passado 13 anos é que a Pfizer foi condenada a pagar 50 milhões de dólares. Sendo que a meio do ano passado a Pfizer anunciou uma subida de lucro para os 2,77 milhares de milhões de dólares, para culminar numa receita total de 12,1 milhares de milhões de dólares.
Qual é a diferença? Qual nos repulsa mais? Qual é mais condenável?
No 1º temos oito contra um, no 2º temos uma multinacional contra 200;
No 1º temos uma violência física desmedida, no 2º temos uma imensurável violência química;
No 1º temos jovens solteiros a ferir/matar outro jovem, no 2º temos adultos pais de família a inutilizar/matar crianças;
No 1º temos jovens de pele negra a perpetrar tal acto, no 2º temos adultos pais de família de pele clara;
No 1º temos jovens de pele negra, solteiros, com uma possível escolaridade reduzida, no 2º temos adultos, pais de família, com escolaridade superior;
No 1º temos um acto baseado no impulso, no 2º temos um acto premeditado, planeado, avaliado, quantificado;
No 1º temos um acto com o objectivo de provocar sofrimento em alguém e demonstrar ao grupo quem é o mais temível, no 2º temos como objectivo o dinheiro e o controlo de parte de um mercado, mesmo que para isso se provoque o sofrimento, a deficiência e a morte.
Posto isto qual dos 2 causa mais revolta?
É claro que a mim me revolta o 1º caso, pois as imagens são aterradoras, mas o 2º revolta-me, enoja-me, corrói-me…
Revoltamo-nos muitas vezes com quem como nós é vítima. Quando há fome, quando o desemprego aumenta, quando se coloca pessoas em guetos, quando se descrimina, quando há injustiça, a violência aumenta e para todo o problema complexo há sempre uma solução simples… que geralmente está incorrecta.
É mais fácil culpar os “pretos”, os “ciganos”, os “brasucas”, os “moldavos”…
A famosa “crise” que nos pôs todos a pensar na vida, terá sido provocada pelos acima referidos? Não terá sido provocada por indivíduos claros, pais de família, com estudos académicos e de reconhecível conduta ética e moral irrepreensível?
Quando pessoas como nós, chamados “classe média” nos ressentimos da “crise” como se ressentiram os que estão piores que nós, os que nada têm e nada podem?
Sem escolaridade, sem futuro, sem perspectiva, sem esperança…
Não é por se ser pele clara, ou escura, não é por se ser estrangeiro ou não estrangeiro, que se deve esta violência crescente no nosso país. As condições actuais são favoráveis à violência, à delinquência, a tensões entre classes e à criação de bodes expiatórios, que nos tiram objectividade, coerência dos verdadeiros responsáveis pelo declínio da nossa sociedade e planeta em geral.
Acredito no Homem e no bem comum que conseguiu, consegue e que conseguirá mais e melhor… é esse o meu desejo, a minha ambição. Tenho esperança em algo que por vezes me desesperança! Se assim não for, o que ando cá a fazer…? O que andamos cá a fazer...?
sábado, 1 de agosto de 2009
Obrigado PSP...

Imaginem que aparecia o ministro da Administração Interna, mais o representante máximo da PSP na televisão e diziam com lágrimas nos olhos "portugueses, amigos, irmãos. Vamos combater juntos este terrível flagelo que são as armas ilegais. Nós pedimos, imploramos que quem tiver armas ilegais as entregue. Quer seja a velhinha G3, quer seja uma shootgun nova. Se é ilegal deve ser entregue para ser destruída, para pormos um fim a esta calamidade".
E os portadores ilegais destas armas, movidos por um impulso de contribuir para tornar Portugal num lugar melhor, vão e entregam dezenas de milhares de armas ilegais. Mas a PSP num acto que só se pode descrever como um surto psicótico, ou de puro e desprezível interessismo, resolve vender em leilão 217 armas, das dezenas de milhares que lhes foram entregues. A PSP, afirmou que o dinheiro do leilão será utilizado para combater as armas ilegais...
Mannn's eu se tivesse entregue livremente a minha arma ilegal e depois a vi-se leiloada por aqueles que me a tinham pedido para a entregar, penso que ficava um bocadinho pequenininho chateado. Mas o mais bizarro é que dizem que o dinheiro será usado no combate das armas ilegais. Se antes de terem colocado esse dinheiro ao "bolso", foram entregues dezenas de milhares de armas, o que é sem dúvida um bom resultado. Agora que leiloaram armas que foram entregues voluntariamente, penso que os outros portadores irão ficar um bocado desconfiado...
Resumindo:
Portador da arma ilegal
Contra - fica sem a arma, fica arder com o dinheiro que deu por ela e lixado porque a policia vendeu a sua arma em leilão;
A Favor - torna Portugal mais seguro, exerce um acto de cidadania e de interesse nacional.
PSP
Contra - provocam náuseas e vergonha a qualquer Português, desconfiança dos portadores de armas ilegais, cada vez que solicitam para alguém lhes entregar algo, as pessoas pensam que lhe vão leiloar as coisas (por isso cuidado quando lhe pedirem os documentos do carro...)
A Favor - ficaram com 25 mil euros, têm o perfil indicado para serem administradores do BPN...
Falar verdade...

Esta senhora a MFL para os amigos, sempre me fez lembrar alguém sinistro... estilo, do tipo, do género Adolf Hitler, Heinrich Himmler, Rudolf Hess, Joseph Goebbels, Josef Mengele.
Eles também afirmavam "falar verdade"... nós queremos a paz, nós não vamos invadir a Polónia, nós não queremos conquistar o mundo, nós curtimos bué os judeus, Auschwitz é uma colónia de férias... e depois foi o que se viu, embora existam por ai umas mentes iluminadas, com a capacidade de negar e desmentir todas estas realidades. Possivelmente não foram amamentados ou recorreram à masturbação cedo e repetidamente vezes demais!
A MFL, é da mesma onda. Eu quero é falar verdade e tal, porque a política precisa de verdade e tal. Eu fui ministra da educação e das finanças e fiz um bom trabalho (sim, sim...). Mas quando é confrontada com factos, a cena de "falar verdade" sofre uma mutação e passa a uma constipação.
A MFL é um verdadeiro camaleão, já nos habituou a várias fases, elas são:
1- a do silêncio;
2- se eu disser várias vezes "falar verdade" talvez as pessoas acreditem em mim e se esqueçam da mer... que fiz quando era ministra da educação e ministra das finanças;
3- a da constipação;
4- aguarda-se a próxima fase...
sábado, 18 de julho de 2009
És Grande...


15 de Julho de 2009
Homenagem a Palma Inácio
Palma Inácio fez da sua vida a bandeira da liberdadeConsiderado «perigoso» foi preso e torturado pela PIDE. O amor pela liberdade nunca o deixou vergar-se perante a ditadura Participou numa tentativa de golpe de Estado, protagonizou o primeiro desvio político de um avião, participou no assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz, planeou tomar a Covilhã. Aos 85 anos, Hermínio da Palma Inácio vai ser homenageado na sua terra-natal, Ferragudo.
Homenagem a Palma Inácio
Palma Inácio fez da sua vida a bandeira da liberdadeConsiderado «perigoso» foi preso e torturado pela PIDE. O amor pela liberdade nunca o deixou vergar-se perante a ditadura Participou numa tentativa de golpe de Estado, protagonizou o primeiro desvio político de um avião, participou no assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz, planeou tomar a Covilhã. Aos 85 anos, Hermínio da Palma Inácio vai ser homenageado na sua terra-natal, Ferragudo.
Foi nesta pequena aldeia de pescadores, no concelho de Lagoa, que nasceu em 1922, mas passou a juventude em Tunes, no concelho de Silves.Hermínio Palma Inácio foi um homem de combate pela liberdade e pela democracia.Sem partido ou ideologia, Palma Inácio, como um verdadeiro homem da terra, arregaçou as mangas e pôs mãos à obra contra a ditadura de Salazar. Ditadura que estrangulou Portugal durante 48 anos.Desde jovem que mostrou garra e vontade de mudar o cenário político. Aos 18 anos, abandonou Tunes e alistou-se voluntariamente na Aeronáutica Militar, sendo colocado na Base Aérea nº 1, em Sintra.Aqui tirou o curso de mecânico de aeronaves e o de piloto civil para aviação comercial. Foi também nesta altura que estabeleceu relações com Humberto Delgado e com os círculos contestatários a Salazar.Jovem sonhador e amante da liberdade, Palma Inácio viveu tentando cumprir a missão da sua vida: devolver a liberdade ao povo português.«Conheci-o em Paris, em 1969. Ele tinha acabado de fugir da cadeia», relembrou o médico Ruy Pereira, amigo do tempo de exílio em França, que hoje vive no concelho de Lagoa.«Encontrámo-nos como resistentes antifascistas. Palma era um combatente. Sempre preocupado com a acção. A sua única obsessão era a acção», contou ao «barlavento» Ruy Pereira.Palma Inácio conseguiu sempre fugir aos tentáculos da PIDE, tendo, pelo meio, protagonizado algumas das mais rocambolescas acções de luta pelo derrube da Ditadura.Em 1947, participou numa tentativa de golpe de Estado, ao lado de vários oficiais generais, entre eles o general Marques Godinho. O papel de Palma Inácio consistia em sabotar os aviões. Cumpriu a missão como planeado, mas a operação correu mal.Começou aqui a sua primeira fuga. Foi preso perto de Loures e encarcerado no Aljube. Torturado durante doze dias e impedido de falar durante cinco meses, Palma Inácio nunca revelou o nome do oficial que o tinha incumbido da operação.«Nós dizíamos que as celas [no Aljube] eram as gavetas. Tinham qualquer coisa como três metros por um metro e meio. Mantinham os presos isolados, para os intimidar. Era uma grande pressão psicológica, nomeadamente através da supressão do sono. Palma passou muitos dias em supressão de sono», explicou o amigo Ruy Pereira.Mas nada demoveu Palma Inácio. «Era um homem de combate à ditadura. A essência da sua luta era o derrube da ditadura e conquista da liberdade», asseverou Ruy Pereira.O algarvio fleumático protagonizou também o primeiro desvio político de um avião, que haveria até de fazer as manchetes nos jornais internacionais.Na manhã de 10 de Novembro de 1961, véspera das eleições gerais em Portugal, Palma Inácio e mais quatro operacionais tomaram de assalto o avião da TAP que fazia o percurso Casablanca para Lisboa, obrigando o piloto a sobrevoar a capital a baixa altitude, lançando panfletos antifascistas sobre a capital portuguesa.Mas foi o assalto ao Banco de Portugal da Figueira da Foz que fez correr muita tinta nos jornais. O grupo de operacionais que acompanhavam Palma Inácio, e que viriam a formar a LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária), estudaram as alternativas para angariar fundos para a sua causa.Para os revolucionários, deveria ser o próprio regime a pagar as ofensivas revolucionárias. O assalto ao Banco de Portugal da Figueira da Foz foi considerado o mais rude golpe de que há memória nas finanças da Ditadura.O grupo levou cerca de 30 mil contos, fugiu num avião, que o trouxe até Vila do Bispo, de onde fugiu de carro para Espanha e depois França.Depois deste, talvez o seu plano mais arrojado tenha sido a tentativa de tomada da Covilhã. Tomar a cidade, fazendo explodir todos os seus acessos, nomeadamente estradas e pontes, era um dos objectivos desta operação da LUAR.No entanto, foi uma tentativa mal conseguida. Palma Inácio foi preso, seguiu para Lisboa para depois ser julgado no Porto. Através da ajuda da sua irmã, a residir em Londres, o algarvio evadiu-se novamente da prisão, sem deixar rasto.«O que mais admiro nele é a sua coragem, a sua honestidade em relação à luta. Tinha e tem uma personalidade íntegra, era muito preocupado com os aspectos pragmáticos», contou Ruy Pereira.Considerado pela PIDE como um dos indivíduos mais perigosos, quem o conheceu de perto sabe bem o valor de um homem que tudo fez para lutar contra a repressão.«Era uma pessoa calma. Comunicava segurança. Era desportista, tinha uma grande disciplina física e mental. O Palma era corajoso e a sua presença dava coragem aos outros».Hoje, com 85 anos, Palma Inácio reside num lar em Lisboa, fundado por antigos alunos da denominada «Velha Guarda Casapiana».Em breve, a terra o que o viu nascer vai prestar homenagem ao homem que se «casou com a revolução».
sábado, 20 de junho de 2009
Adeus José Calvário...
E Depois do Adeus, que serviu de 1º sinal ao Movimento das Forças Armadas.É cantado por Paulo de Carvalho, tocado por José Calvário e escrito por José Niza.
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei…
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
quinta-feira, 18 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Tribunal de Contas dá números, mas não pede contas a ninguém...
O Tribunal de Contas fez saber hoje, que foram gastos a mais, 241 milhões de euros em cinco obras públicas...241 milhões de euros a mais, são cerca de 50 milhões de contos. E eu a pensar que estávamos em crise? Vamos mas é comer sardinhas, beber sangria e dançar e amanhã logo se vê...
Ps: senão for pedir muito, agradecia que os responsáveis pelo gasto dos 241 milhões de euros a mais em obras públicas fossem punidos. Só desta vez, vá lá, ao menos um, pode ser?
segunda-feira, 8 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Faz hoje 20 anos...
O Protesto na Praça da Paz Celestial (Tian'anmen) em 1989, mais conhecido como Massacre da Praça da Paz Celestial, ou ainda Massacre de 4 de Junho consistiu em uma série de manifestações lideradas por estudantes na República Popular da China, que ocorreram entre os dias 15 de abril e 4 de junho de 1989. O protesto recebeu o nome do lugar em que o Exército Popular de Libertação suprimiu a mobilização: a praça Tiananmen, em Pequim, capital do país. Os manifestantes (em torno de cem mil) eram oriundos de diferentes grupos, desde intelectuais que acreditavam que o governo do Partido Comunista era demasiado repressivo e corrupto...Nestes confrontos pensa-se que tenham morrido e desaparecido cerca de 3 mil pessoas, mas o governo Chinês, nunca revelou os números... um dos momentos mais dramáticos e fascinantes, é quando um jovem estudante solitário e desarmado invade a Praça Tiananmen e anonimamente faz parar uma fileira de tanques de guerra. Ele ficou conhecido como "o rebelde desconhecido". Tanto a sua identidade bem como o seu paradeiro são desconhecidas até hoje...
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Quem mostra o cu tem consciência política...

Decorria a década de 90 e os estudantes universitários lutavam contra as propinas no Ensino Superior Público.
Esse movimento estudantil congregou, para além dos alunos do ensino superior, os alunos do secundário, tendo sido a primeira expressão pública massificada de uma geração inconformada, aquela que tem vivido com maior intensidade os efeitos da globalização.
Quatro estudantes universitários e activistas do movimento anti-propinas foram os primeiros a mostrar o rabo aos responsáveis pela instituição das propinas, com o slogan “Não Pago”.
E foi então que Vicente Jorge Silva que é jornalista, político (deputado pelo PS) e cineasta português, se tornou o pai da expressão «Geração Rasca», utilizada num editorial do jornal o Público, por si assinado por altura das manifestações estudantis contra a então responsável pelo Ministério da Educação, Manuela Ferreira Leite (actual candidata ao cargo de Primeira Ministra).
15 anos após estes acontecimentos, a tendência entre os jovens para baixar as calças em público continua – embora de forma menos radical e sem causas visíveis. A geração de 93 não era uma geração de gente rasca, como achava o grande Vicente, mas uma geração de visionários: transformou a expressão Quem tem cu tem medo, mais própria de velhos do Restelo, na expressão Quem mostra o cu tem consciência política. Os chamados de «Geração Rasca», lutavam contra a implementação do regime de propinas no sistema de Ensino Superior Público. A maioria absoluta (liderada pelo então Primeiro Ministro e actual Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva) aprovou a lei apesar da oposição de toda a comunidade académica, bem como da totalidade da oposição, ficando a ressalva de que as propinas teriam como objectivo melhorar a qualidade do ensino, funcionando como complemento ao financiamento público.
15 anos volvidos, e fazendo uma análise retrospectiva da evolução do sistema de Ensino Superior, verifica-se que os receios dos estudantes, os da «Geração Rasca» tinham fundamento.
A lei das propinas foi apenas um passo inicial num processo de desinvestimento público no sistema de Ensino Superior e de transferência dos encargos do Estado para os estudantes, bem como de delegação de responsabilidades na iniciativa privada. No que toca ao montante pago pelos estudantes, o seu valor passou de 6,5€ em 1991/92 para 220€ em 1992/93 e no ano lectivo 2008/09 o valor era de 972,14€. Este valor corresponde a um aumento de 14956%
Realmente os portugueses e em especial os estudantes universitários, deviam agradecer aos Senhores Professores Aníbal Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite pela criação desta lei, mas também ao Engenheiro José Sócrates, pela sua manutenção. O Ensino Superior Público está muito melhor, as universidades oferecem boas condições aos estudantes… qualquer problema que tenha surgido ou que venha a surgir, deve ser encaminhado para uma coisa com o nome “é a crise pá”, ou "faz-te à vida"...
Baseado nos textos de Les Canards Libertaîre.blogspot e Bitaites.org
E foi então que Vicente Jorge Silva que é jornalista, político (deputado pelo PS) e cineasta português, se tornou o pai da expressão «Geração Rasca», utilizada num editorial do jornal o Público, por si assinado por altura das manifestações estudantis contra a então responsável pelo Ministério da Educação, Manuela Ferreira Leite (actual candidata ao cargo de Primeira Ministra).
15 anos após estes acontecimentos, a tendência entre os jovens para baixar as calças em público continua – embora de forma menos radical e sem causas visíveis. A geração de 93 não era uma geração de gente rasca, como achava o grande Vicente, mas uma geração de visionários: transformou a expressão Quem tem cu tem medo, mais própria de velhos do Restelo, na expressão Quem mostra o cu tem consciência política. Os chamados de «Geração Rasca», lutavam contra a implementação do regime de propinas no sistema de Ensino Superior Público. A maioria absoluta (liderada pelo então Primeiro Ministro e actual Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva) aprovou a lei apesar da oposição de toda a comunidade académica, bem como da totalidade da oposição, ficando a ressalva de que as propinas teriam como objectivo melhorar a qualidade do ensino, funcionando como complemento ao financiamento público.
15 anos volvidos, e fazendo uma análise retrospectiva da evolução do sistema de Ensino Superior, verifica-se que os receios dos estudantes, os da «Geração Rasca» tinham fundamento.
A lei das propinas foi apenas um passo inicial num processo de desinvestimento público no sistema de Ensino Superior e de transferência dos encargos do Estado para os estudantes, bem como de delegação de responsabilidades na iniciativa privada. No que toca ao montante pago pelos estudantes, o seu valor passou de 6,5€ em 1991/92 para 220€ em 1992/93 e no ano lectivo 2008/09 o valor era de 972,14€. Este valor corresponde a um aumento de 14956%
Realmente os portugueses e em especial os estudantes universitários, deviam agradecer aos Senhores Professores Aníbal Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite pela criação desta lei, mas também ao Engenheiro José Sócrates, pela sua manutenção. O Ensino Superior Público está muito melhor, as universidades oferecem boas condições aos estudantes… qualquer problema que tenha surgido ou que venha a surgir, deve ser encaminhado para uma coisa com o nome “é a crise pá”, ou "faz-te à vida"...
Baseado nos textos de Les Canards Libertaîre.blogspot e Bitaites.org
sexta-feira, 29 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
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