"Afastar muitos para longe do rebanho, foi para isso que eu vim!" Nietzsche

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Um amigo foi a Cuba e entre outras coisas, trouxe-me esta preciosidade. Obrigado...

Granma é o jornal oficial do Comite Central do Partido Comunista Cubano.
Seu nome provém de um
iate denominado Granma que transportou Fidel Castro e dezenas de outros rebeldes, para as praias de Cuba em 1956, iniciando a Revolução Cubana
.
O Granma foi fundado em
3 de outubro de 1965
e nasceu da união de outros dois jornais: os matutinos Revolución e o Hoy.

Receber Luvas...

A operação de nome “face oculta” foi mal pensado. Penso que se deveria chamar operação “receber luvas”. Pois Receber luvas é prática que já vem de longe. A expressão tem mais de quinhentos anos e surgiu em Espanha, em pleno Império dos Habsburgos. Na época das luvas perfumadas, símbolo de estatuto social elevado, davam-se ofertas em dinheiro a troco de favores para poder comprar luvas. A expressão saltou para França e ainda hoje é usada na Europa e em Portugal para além de ser uma expressão usada, passa-se da gramática ao acto.
Pelos vistos já se sabia desta operação há pelo menos 4 meses. Penso que foi oportuno e simpático só se saber desta operação agora, porque presentemente é que o frio começa apertar e umas luvas dão sempre jeito…


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Desemprego já chegou aos 10,2%...

Gostava de agradecer a todos aqueles que contribuíram para que fosse possível chegar ao maravilhoso número de 1 milhão de desempregados. Principalmente a todos aqueles que continuam a saquear o país de forma desavergonhada e impune.
Penso que Portugal com este número pode concorrer a um novo record do Guinness!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ainda bem que vivemos num estado laico...

Estado laico é uma nação ou país que é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, não apoiando nem opondo à nenhuma religião. Segundo a nossa Constituição, Portugal é um país laico...



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Rádio Amália 92.0FM, muito bom...

Retirado do blog Contornos Internos
Obrigado "M", o stencil está simplesmente perfeito...

Se Ontem, Friedrich Nietzsche fosse vivo, faria 165 anos...

"Se eu quisesse sacudir esta árvore com as minhas mãos, não conseguiria. Mas o vento, que nós não vemos, atormenta-a e verga-a para o lado que quer.
É por mãos invisíveis que somos vergados e atormentados da pior maneira"
Nietzsche in Assim falava Zaratustra

10 de Outubro, dia Mundial da Saúde Mental...

Escrevi este texto e enviei-o dia 8 de Outubro a um jornal diário, com o objectivo de o publicarem e de abordarem a Saúde Mental. Mas infelizmente no dia 10 de Outubro, dia Mundial da Saúde Mental, não publicaram o texto (isso é ao menos), o pior e o decepcionante é que pouco (para não dizer nada) se falou sobre a Saúde Mental nos media...
Não tenho uma "tiragem" como um jornal diário, mas com certeza que alguém há-de ler, por isso aqui vai...
Hoje comemora-se o dia Mundial da Saúde Mental. Será que a saúde mental em Portugal, tem algo a comemorar?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) dedicou em 2001 o seu relatório anual à saúde mental, dando realce à sua importância. Nele a OMS afirmava que “se estiverem correctas as projecções, caberá à depressão nos próximos 20 anos a distinção de ser a segunda das principais causas da carga mundial de doenças”.

A realidade nacional segundo o Plano Nacional de Saúde 2004-2010 (PNS) é que, a estimativa (estimativa, porque está em preparação, desde 2001 o primeiro Estudo Nacional de Morbilidade Psiquiátrica na Comunidade) da prevalência de perturbações psiquiátricas na população geral ronda os 30% (três milhões de portugueses), sendo aproximadamente de 12% (um milhão e duzentos mil portugueses) a de perturbações psiquiátricas graves, embora não existam dados de morbilidade psiquiátrica, de abrangência nacional, que permitam uma melhor caracterização do país. Penso que são números que demonstram que uma intervenção urgente é essencial.

A depressão pode atingir cerca de 20% da população (dois milhões de portugueses), tendendo a aumentar, e é a primeira causa de incapacidade, na carga global de doenças, nos países desenvolvidos. Em conjunto com a esquizofrenia, é responsável por 60% dos suicídios em Portugal. Verificamos que a saúde mental é um problema que deveria ser prioritário, mas assim não acontece.

Em 2006, foi criada uma Comissão Nacional para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental (CNRSSM), com o objectivo de: Completar a rede nacional de Serviços Locais de Saúde Mental e promover a diferenciação dos cuidados prestados por estes serviços; Desenvolver serviços e programas para a reabilitação e desinstitucionalização; Desenvolver os serviços de âmbito regional necessários para complementar os serviços locais em áreas específicas; Coordenar a reestruturação/desactivação dos hospitais psiquiátricos à medida que as respostas por eles asseguradas forem sendo transferidas para outros serviços.

Mas a falta de recursos humanos e a escassez do financiamento levou a que os hospitais psiquiátricos fossem desactivados sem estarem no terreno as respostas previstas para fazer face a esse encerramento. Ou seja, verifica-se uma reforma a duas velocidades, em que a velocidade do encerramento é francamente superior à abertura dos novos serviços na comunidade (hospitais de dia, acesso facilitado a consultas ou a unidades de cuidados continuados, criação de mais equipas comunitárias e de residências protegidas).

Segundo o Relatório da Primavera de 2009 do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS) “A reforma dos serviços de saúde mental ainda está por fazer. Não podemos esquecer que Portugal não cumpre ainda muitos dos compromissos assumidos com a Declaração de Helsínquia, em 2005, e que uma boa parte da população continua sem quaisquer cuidados” nesta área, como reconhece o autor do Plano de Reforma e coordenador Nacional para a Saúde Mental.

O Ex-ministro da Saúde, Correia de Campos, num dos seus muitos trabalhos enquanto docente, afirma “a psiquiatria tem uma elevada morbilidade, mas uma reduzida mortalidade”. Mas se possui uma elevada morbilidade, ou seja, se existem muitas pessoas doentes é necessário oferecer-lhes ajuda. E para que isso aconteça é necessário recursos na comunidade. Devido a essa falta de recursos a consulta do Migrante no Hospital Miguel Bombarda, que dava apoio aos imigrantes, fechou as portas.

Outro obstáculo que se coloca quando se fala em saúde mental é o estigma. O estigma infelizmente continua a ser perpetuado através de palavras, não só mas também, por parte de profissionais que vivem delas e que têm o poder e a influência de mudar mentalidades e de consciencializar a comunidade.

Expressões como, esquizofrénico, bipolar, toxicodependente e alcoólico, são muitas vezes usadas nos media e pela população em geral. Reduzir a pessoa à doença é perpetuar o estigma. A pessoa tem uma esquizofrenia, tem uma dependência de substâncias. Não é a esquizofrenia, não é toxicodependente que tem a pessoa. A pessoa é mais do que a doença, esta é uma parte dela.

Nos últimos tempos tem-se falado muito dos “choques eléctricos” e de como são violentos e desumanos. Mais uma vez palavras e conceitos mal usados, ajudam a perpetuar o estigma na saúde mental. A terapia usada é designada por Electroconvulsivoterapia (ECT) e não “choques eléctricos”. Não é só na área da saúde mental que se usa a electricidade para tratar, curar, salvar. Na medicina em geral, usa-se a electricidade com fins terapêuticos. Como por exemplo a desfibrilhação (usada na paragem cardio-respiratória), ou a cardioversão (usada nas arritmias cardíacas com eminente risco de vida). Sendo que nestes casos, não se coloca a hipótese de serem violentos ou desumanos. A ECT é realizada sob anestesia. Neste procedimento estão presentes, um anestesista, um psiquiatra e ainda um enfermeiro. A ECT é administrada quando os doentes não respondem à medicação e é uma óptima terapia para melhorar as doenças psiquiátricas, como depressões graves com ideação suicida, em que os resultados são francamente positivos.

Para reduzir o estigma em saúde mental é necessário iniciativas como UPA - Unidos Para Ajudar, que juntou vários artistas como Camané, Sérgio Godinho, Xutos e Pontapés, Jorge Palma, Rui Reininho e muitos outros, na criação, divulgação e venda de um CD, com temas relacionados com a saúde mental, com o objectivo de sensibilizar a comunidade para esta realidade e de ajudar a Associação de Apoio às Pessoas com Perturbação Mental Grave.

Uma forma de reduzir o estigma e de melhorar a saúde mental em Portugal, é abordar esta temática na sociedade, através de campanhas sérias, massificadas, sem tabus e com linguagem adequada e correcta, envolvendo os actores sociais (políticos, governantes, artistas, profissionais de saúde, figuras públicas, autoridades policiais e judiciais, representantes de associações de utentes e muitos outros). É necessário munir os cuidados primários de recursos para realizarem o objectivo de melhorar a saúde mental. É necessário realizar o primeiro Estudo Nacional de Morbilidade Psiquiátrica na Comunidade, que está prometido desde 2001, para se saber quantas pessoas há com perturbações psiquiátricas, que perturbações são essas e como estão distribuídas pelo país; e abrir serviços de psiquiatria com internamento nos hospitais gerais, mas com números de camas adequadas à realidade da zona. E é claro, ter vontade política.

É fundamental uma reforma empenhada em clarificar mitos, reduzir a vergonha, informar claramente o que é a doença mental e a saúde mental, com o objectivo primordial de esclarecer, incentivar a procura de ajuda e de aumentar a adesão à terapêutica, caso necessária.

Reduzir a lista de espera em relação às cirurgias é necessário. Mas oferecer ajuda a alguém, cuja saúde mental se encontra diminuída, de uma forma equitativa e célere é premente. Principalmente em tempos de crise, pois está mais do que documentado, que nessas épocas ocorre uma deterioração marcada da saúde mental do cidadão.

A saúde mental, os utentes, familiares e profissionais desta área tão importante da saúde, foram, são e continuam a ser estigmatizados, marginalizados e colados a palavras e a conceitos errados e injustamente utilizados. Já chega o sofrimento que a doença mental produz e que tantas vezes é incompreendido.

Referindo o escritor Alexandre Dumas, criador da mítica obra literária “Os três Mosqueteiros”… “Um por todos e todos por um”… Só assim é que conseguiremos melhorar a saúde mental da nossa comunidade.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

5 de Outubro, dia da proclamação da República...

Aníbal Cavaco Silva, esse grande Democrata. Conseguiu enterrar-se mais uma vez, num curto espaço de tempo.
Por causa da campanha autárquica, Aníbal Cavaco Silva, o Presidente da República decidiu faltar ao tradicional discurso da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, lugar onde foi proclamada a República. E fez o discurso do Palácio de Belém...
No dia da Proclamação da República e para quem diz que tem "uma boa cooperação institucional com o Governo". Demonstrou que a cooperação institucional com o Governo, leia-se José Sócrates, está de mal a pior. Pois Sócrates esteve na Câmara Municipal de Lisboa e o outro no Palácio de Belém.
Demonstrou também, uma falta de respeito pela República, cuja figura maior é ele. Por isso é designado, Presidente da República.
Começo a desconfiar que Aníbal Cavaco Silva, deve ser monarca e que deve pertencer ao blog 31 da Armada... Qualquer dia estamos a vê-lo vestido de Darth Vader, a retirar a Bandeira Nacional do Palácio de Belém para colocar a Bandeira da Monarquia...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O que aconteceu ao Homem, que nunca se engana e raramente tem dúvidas...

Esta postagem teve o patrocinio do antivirus Noortooneee...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Foi muito bom...

Grande concerto, havia fãs dos 7 aos 70 anos! Tim com um look alternativo, com um X gravado na cabeça. Kalu, um verdadeiro "animal", uma força da natureza. Zé Pedro, sempre sorridente, descontraido e com bom ar. João Cabeleira, o Santana português, um dos melhores guitarristas. Sempre na dele a sacar os famosos acordes que todos conhecemos.

Dos artistas convidados pelos Xutos (Pacman, Pedro Gonçalves, Manuel Paulo), o que mais se evidenciou e levou os fãs ao rubro, foi o grande Camané, que interpretou "O homem do leme". Ele não pára de surpreender, levando cerca de 40 mil a gritarem o seu nome...

Pessoalmente uma das partes que mais gostei do concerto, foi quando o grande Zé Pedro pediu aos fãs para não terem "medo do futuro" e irem votar: "não deixem que os outros decidam por voçês, façam a vossa escolha". Sendo que de seguida Kalu veio ao micro cantar, com toda a gente "Sem eira, nem beira".

Cantaram ainda "Esta cidade"

Quer eu queira quer não queira
Esta cidade
Há-de ser uma fronteira
E a verdade
Cada vez menos
Cada vez menos
Verdadeira

Quer eu queira
Quer não queira
No meio desta liberdade
Filhos da puta
Sem razão
E sem sentido
No meio da rua
Nua crua e bruta
Eu luto sempre do outro lado da luta

A polícia já tem o meu nome
Minha foto está no ficheiro
Porque eu não me rendo
Porque eu não me vendo
Nem por ideais
Nem por dinheiro
E como eu sou e quero ser sempre assim
Um rio que corre sem princípio nem fim
O poder podre dos homens normais
Está a tentar dar cabo de mim
Cabo de mim
letra: João Gentil
música: Xutos & Pontapés

Voçês são GRANDES...

PS e CDS juntos, têm maioria absoluta...

São a 3ª força política...


domingo, 27 de setembro de 2009

Mais 4 anos, porreiro pá...


Mesmo depois de tudo, lá ganhou as legislativas...

sábado, 26 de setembro de 2009

Já está à venda...

O monumental romance póstumo de Roberto Bolaño, “2666”, estará nas livrarias portuguesas a partir de 26 de Setembro, editado pela Quetzal e traduzido por Cristina Rodríguez e Artur Guerra.
Esta obra do escritor chileno (1953 – 2003), falecido prematuramente aos 50 anos, vítima de doença hepática, é considerada a sua obra-prima – Bolaño reincide em alguns dos temas de livros anteriores (os escritores, o universo da literatura, a crítica literária, a memória da ditadura), associando-os a histórias terríveis, como o assassinato de 280 mulheres numa cidade perto do deserto de Sonora, no México.
À agência Lusa, Francisco José Viegas, editor da Quetzal, explicou que “2666” é “um romance grandioso, maior do que o Ulysses [de James Joyce], uma espécie de narrativa de Borges em ponto grande, que junta literatura e violência de uma forma inédita, ininterrupta, ultrapassando o puro fantástico da literatura latino-americana”.
Em Portugal estão já traduzidos três livros de Bolaño: “Nocturno Chileno” (Gótica), “Os Detectives Selvagens” (Teorema) e “Estrela Distante” (Teorema). Há dois anos, os EUA descobriram a obra deste autor e assistiu-se a uma verdadeira “Bolañomania”, com o aplauso da crítica e das publicações especializadas (em 2007 o jornal “The New York Times” colocou “Os Detectives Selvagens” na lista dos cinco melhores livros publicados nos EUA).
Viegas nota que Bolaño é, de facto, “uma das grandes revelações” da literatura contemporânea, e afirma que se a “Bolañomania” pegar em Portugal os leitores estarão a fazer a distinção entre a literatura e aquilo que é “a sua imitação vagamente comercial”. “Depois de ter lido Bolaño a nossa vida muda um pouco. Não se pode esquecer aquilo que ele deixou escrito, e que é uma tempestade, uma torrente, um delírio, como deve ser a literatura”, acrescenta o editor. “2666” é a primeira de uma série de obras póstumas do autor chileno que a Quetzal se prepara para editar.
Em Fevereiro do próximo ano será publicado, em simultâneo com a edição espanhola, o inédito “O Terceiro Reich”, seguindo-se “A Literatura Nazi na América”, “Amuleto”, “A Pista de Gelo” e “Putas Assassinas”. Poeta e romancista, Roberto Bolaño nasceu na capital chilena, Santiago, em 1953, tendo-se mudado, aos 15 anos, para a Cidade do México. Trotskista, o escritor envolveu-se activamente na política e abandonou o liceu, rumando depois para El Salvador. De regresso ao México, em 1974, faz reaparecer o movimento literário “Infrarrealismo”, reunindo um grupo de poetas mexicanos e chilenos que tenta combater a chamada “cultura oficial”.
Durante os anos 70 viajou ainda pela Europa e acabou por ficar em Barcelona, com a mulher e dois filhos. Nos últimos anos da sua vida, já doente, dedicou-se febrilmente à escrita, de forma a deixar um legado literário que evitasse deixar a sua família numa situação precária.
Retirado do jornal o Público

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sem comentários...

Via, blog Contornos Internos...