terça-feira, 6 de abril de 2010
Vi as imagens e os sons na televisão e lacrimejei...
Um dia como os outros no Iraque
Por Pedro Sales
Julho de 2007. Iraque. Helicópteros norte-americanos abrem fogo e atingem mortalmente 12 civis, entre os quais dois jornalistas da Reuters. Na operação, cujo vídeo foi ontem divulgado através de uma fuga de informação colocada no Youtube pela wikileaks, foram também feridas com gravidade duas crianças. O Pentágono sempre garantiu tratar-se de uma acção contra forças hostis, mas o filme menciona as sucessivas afirmações dos responsáveis militares dos EUA, as quais são categoricamente desmentidas pelas imagens. Não só o alvo principal dos pilotos são dois jornalistas, que nunca demonstram qualquer atitude hostil, como, violando todas as regras internacionais, abatem um a um os feridos que se arrastam no terreno depois do ataque inicial.
A forma como, depois da notícia correr mundo, o Pentágono finalmente publicou toda a informação sobre esta operação, considerando que todos os passos foram justificados – incluindo o assassinato dos feridos que agonizavam no terreno – é a melhor indicação que não estamos perante mais um caso dessa moderna forma de cinismo semântico que dá pelo nome de danos colaterais ou fogo amigo, mas a assistir ao modus operandi das tropas americanas no Iraque ou Afeganistão.
A wikileaks, uma organização de jornalistas, advogados e activistas dos direitos humanos que colige e coloca online documentação classificada e incómoda para vários governos e multinacionais, já afirmou ter em sua posse o vídeo do ataque aéreo que resultou na morte de vários civis afegãos num casamento. Talvez isso ajude a perceber porque razão o Pentágono colocou esta organização na lista de inimigos que ameaçam a segurança dos EUA, ou tem vindo a estudar uma forma para a silenciar definitivamente.
Documentos como estes, na sua estúpida brutalidade, são o instrumento mais poderoso para desmistificar a ideia de que os “jogos de guerra” que vemos na televisão são uma versão asséptica e cirúrgica das guerras de outrora, tornando cada vez mais difícil organizar a próxima campanha de desinformação para “vender” às opiniões públicas a guerra que se segue.
Gentilmente "retirado" do blog Arrastão
segunda-feira, 5 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
The Rainbow Nation...
O dirigente ultradireitista afrikáner Eugene Terreblanche morreu hoje assassinado a machadadas em sua fazenda na localidade de Ventersdorp, no noroeste da África do Sul, informou a agência local "SAPA".
Segundo a fonte, Terreblanche, líder do grupo que defende a supremacia branca Afrikaner Weerstandsbeweging (AWB, Movimento de Resistência Afrikáner), apareceu na cama, com vários ferimentos na cabeça, um machadinho sobre ele e um cassetete perto do leito.
A chefe da Polícia da província do Noroeste, Adele Myburgh, disse à agência que um homem de 21 anos e um menor de 15 foram detidos como supostos autores do assassinato. Eles declararam que tinham discutido com Terreblanche porque ele não pagava o trabalho que faziam em sua fazenda.
Myburgh precisou que o assassinato aconteceu quando Terreblanche e os dois empregados estavam sós na fazenda, cerca de 10 quilômetros de Vertersdorp e assegurou que ambos serão levados aos tribunais em breve.
O ministro da Segurança Pública da administração do Noroeste, controlada pelo governamental CNA, Howard Yawa, mostrou sua "comoção" com o assassinato, que condenou nos "termos mais fortes possíveis" e pediu calma na província e que se permita que a lei siga seu curso.
O AWB, fundado em 1973 por Terreblanche e outros seis afrikáners, se organizou como um grupo paramilitar com símbolos similares aos dos nazistas. Tanto Terreblanche como outros membros do grupo estiveram na prisão, condenados por posse de armas e algumas ações terroristas.
O grupo ameaçou com uma "guerra civil" nos anos prévios às duas eleições democráticas de 1994, que levaram Nelson Mandela a ser o primeiro presidente negro da África do Sul e acabaram definitivamente com o regime do apartheid.
Terreblanche manteve sua defesa do apartheid, mas, nos últimos 15 anos, permaneceu relativamente afastado da política.
Segundo a fonte, Terreblanche, líder do grupo que defende a supremacia branca Afrikaner Weerstandsbeweging (AWB, Movimento de Resistência Afrikáner), apareceu na cama, com vários ferimentos na cabeça, um machadinho sobre ele e um cassetete perto do leito.
A chefe da Polícia da província do Noroeste, Adele Myburgh, disse à agência que um homem de 21 anos e um menor de 15 foram detidos como supostos autores do assassinato. Eles declararam que tinham discutido com Terreblanche porque ele não pagava o trabalho que faziam em sua fazenda.
Myburgh precisou que o assassinato aconteceu quando Terreblanche e os dois empregados estavam sós na fazenda, cerca de 10 quilômetros de Vertersdorp e assegurou que ambos serão levados aos tribunais em breve.
O ministro da Segurança Pública da administração do Noroeste, controlada pelo governamental CNA, Howard Yawa, mostrou sua "comoção" com o assassinato, que condenou nos "termos mais fortes possíveis" e pediu calma na província e que se permita que a lei siga seu curso.
O AWB, fundado em 1973 por Terreblanche e outros seis afrikáners, se organizou como um grupo paramilitar com símbolos similares aos dos nazistas. Tanto Terreblanche como outros membros do grupo estiveram na prisão, condenados por posse de armas e algumas ações terroristas.
O grupo ameaçou com uma "guerra civil" nos anos prévios às duas eleições democráticas de 1994, que levaram Nelson Mandela a ser o primeiro presidente negro da África do Sul e acabaram definitivamente com o regime do apartheid.
Terreblanche manteve sua defesa do apartheid, mas, nos últimos 15 anos, permaneceu relativamente afastado da política.
sábado, 3 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
Portugal é o país da Europa com mais doentes mentais...
Finalmente o primeiro Estudo Nacional de Morbilidade Psiquiátrica na Comunidade, anunciado desde 2001, foi realizado.
Estamos em 2010 e o primeiro estudo para saber o estado da saúde mental dos portugues foi feito. Podia ser o segundo, o terceiro, ou simplesmente uma actualização de um outro já feito, mas não! Estamos em 2010 e é o primeiro. Vê-se logo a importância que se dá à saúde mental em Portugal...
Estamos em 2010 e o primeiro estudo para saber o estado da saúde mental dos portugues foi feito. Podia ser o segundo, o terceiro, ou simplesmente uma actualização de um outro já feito, mas não! Estamos em 2010 e é o primeiro. Vê-se logo a importância que se dá à saúde mental em Portugal...
É curioso que no Relatório da Comissão Nacional para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental de Maio de 2006 http://www.saude-mental.net/pdf/vol8_rev6_editorial.pdf, ou seja, quatro anos antes de se saber os resultados do estudo de 2010 , cujo coordenador foi o mesmo Caldas de Almeida. Se defenda o encerramento progressivo de instituições/hospitais psiquiátricos.
Nesse relatório pode ler-se um documento elaborado pela FNAFSAM (Federação Nacional da Associações de Famílias Pró Saúde Mental) foram extraídas as seguintes considerações:(Quadro retirada do documento - Rede Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental 2004 http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i007439.pdf )
Pode verificar-se no quadro acima, que o número de camas nos hospitais psiquiátricos tem vindo a diminuir. Mas não é só o número de camas, é também o número de locais de atendimento. Pois em 2000 o mesmo senhor Caldas de Almeida antes de ir trabalhar para Washington DC como Coordenador do Programa de Saúde Mental da OMS para as Américas, onde foi responsável pelo apoio técnico da OMS aos países das Américas na implementação de políticas e planos nacionais de saúde mental e no desenvolvimento da capacidade de investigação em saúde mental (2000 – 2005), fez com que a urgência psiquiátrica nos Hospitais Miguel Bombarda e Júlio de Matos com uma lotação total de 22 camas fecha-se e fosse aberta uma urgência de psiquiatria no Hospital de Curry Cabral que abrange a mesma área populacional das urgências psiquiátricas atrás citadas, mas com uma lotação de 9 camas.
Por alguma razão quando este mês se fez a avaliação do plano nacional de saúde 2004 - 2010, a nota da área da saúde mental em Portugal, foi como direi, uma lástima.
E são eles especialista em saúde mental, vai-se lá perceber…
O Ministério da Saúde e a sua esperteza saloia...
O Ministério da Saúde afirmou que a adesão rondou os 50%, quando, efectivamente, os números reais apresentam outras proporções (91%).
O truque ministerial foi simples: contabilizou os Enfermeiros dos turnos da Manhã e da Tarde, quando a Greve, como é do conhecimento geral, teve início apenas a partir do turno da Tarde!
O truque ministerial foi simples: contabilizou os Enfermeiros dos turnos da Manhã e da Tarde, quando a Greve, como é do conhecimento geral, teve início apenas a partir do turno da Tarde!
Afinal nada mudou...
SONETO
Em memória de Aurélio Cunha Bengala
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno “sacrifício”
De trinta contos – só! – por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
JOSÉ RÉGIO
Soneto (quase inédito), escrito em 1969 no dia de uma reunião de antigos alunos.
Tão actual em 1969, como hoje.. depois ainda dizem que a tradição não é o que era!
segunda-feira, 22 de março de 2010
Começou a Primavera, mas atrás das flores vem sempre o pulgão...
sexta-feira, 12 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Come fezes e morre...
Come fezes e morre...
terça-feira, 9 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Dia Internacional da Mulher...


Pela primeira vez na história dos óscares, uma Mulher de nome Kathryn Bigelowo, ganhou o óscar para melhor realizadora, com o filme "Estado de Guerra".
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