"Afastar muitos para longe do rebanho, foi para isso que eu vim!" Nietzsche

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Estou como o Hulk...

Paris, Londres, Oslo… o desaire continua. Tudo à conta de um vulcão com um nome merdoso, Eyjafjallajoekull. Excomungado sejas!



Agora deixou de ser um amigo, para passar a ser vários amigos. O Eyjafjallajoekull continua a intrometer-se e a causar azia. A todos aqueles que não conseguiram vir devido ao engraçadinho do vulcão, beijinhos e abraços.
Desculpem-me, mas não consigo resistir a expressar o que me vai nas vísceras. F***-se, f***-se 3 vezes…

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Desculpem lá mais uma vez, mas...

Era uma destas que eu precisava, uma máquina de teletransporte, igual à da Star Trek. F***-se, inventam tanta coisa, para quando uma destas...

Desculpem lá, mas...

(é esta a origem da minha azia...)


Recuso-me aceitar que um filho da p**a dum vulcão, ainda por cima com um nome difícil de prenunciar, Eyjafjallajoekull, situado na Islândia. Se intrometa entre mim e um amigo. F***-se, f***-se 3 vezes, estou mesmo irritado. Só me apetece praguejar...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eis mais uma forma de Luta...

CLIQUE AQUI
Para quem viu o documentário “Pare Escute Olhe" e se sentiu revoltado, ou para quem está a favor da preservação da linha do Tua , eis mais uma forma de luta: escreva aos deputados - representantes do povo no Parlamento - e mostre a sua indignação. É só clicar e aparece uma carta pré definida, mas que pode ser alterada, modificada, acrescentada...

domingo, 11 de abril de 2010

Este blog aconselha Indubitavelmente o filme...

Sem comentários...

(Texto retirado do blog Pare, escute, olhe)


“OBRIGADO POR TUDO O QUE FIZERAM POR NÓS”


Os ponteiros do relógio aproximavam-se das duas da tarde. Na Ribeirinha, aldeia central do documentário, as pessoas concentravam-se à porta do café Lucky Luke. O dia era especial, pela primeira vez iam ver o filme em que são protagonistas.


Autocarros, contratados pela Câmara de Mirandela, percorreram várias aldeias a apanhar todos aqueles que não têm mais nenhuma forma para se deslocar. Para facilitar o processo, Acácio Amaral, pegou na sua velha barca, que há muito não pousava nas águas do rio Tua, passou, dois a dois, alguns habitantes da aldeia de Barcel, localizada ao lado da Ribeirinha - a falta de uma ponte entre as aldeias faz com que para se deslocarem por estrada tenham de fazer 14 km.


Abílio, ex-ferroviário personagem central do documentário, esteve atento a todas as movimentações. Um contratempo na sua saúde impediu-o de rumar a Mirandela, ao contrário de grande parte dos habitantes.


No Centro Cultural de Mirandela, os 480 lugares não chegaram para acolher todos os interessados, muitos foram os que optaram ficar de pé para ver "Pare, Escute, Olhe". As luzes apagaram-se, do escuro da sala surgiram muitas reacções: riso, silêncio, revolta, um turbilhão de emoções.


No final da sessão, ainda a quente, as reacções custavam a sair: “Estou muito emocionado”; “Nunca imaginei que a nossa terra fosse tão bonita”; “Fiquei feliz por ver muitas pessoas a favor do comboio e contra a barragem”.

O xi coração de Jorge Laiginhas (escritor transmontano), as palavras sábias de Pedro Fernandes (jovem agricultor), o calor humano dos amigos, da família, de todos os que nos acompanharam nesta caminhada, são momentos que vão ficar para sempre na nossa memória, assim como, todas as pessoas que chegavam ao pé de nós e diziam: “Obrigado por tudo o que fizeram por nós”. É indescritível e difícil de transmitir tudo o que sentimos naquele momento, mas fica a certeza de que valeu a pena os dois anos e meio de trabalho e dedicação. Um agradecimento especial à Câmara de Mirandela, ao Pedro, à Graça e António pelo apoio.

Depois da azáfama da apresentação, no Domingo, passámos o dia na Ribeirinha. Organizámos uma sessão no Lucky Luke para os que não puderam estar presentes em Mirandela, inclusive o Ti Abílio. Resumindo: um momento delicioso a juntar a muitos outros.


Como não podia deixar de ser, a conversa terminou à mesa ao sabor de umas belas alheiras, queijos e enchidos. Regressámos, também como é habitual, com a mala do carro a abarrotar de batatas, cebolas, legumes, alheiras, mimos que há muito nos habituaram. Em Trás-os-Montes sentimo-nos em casa.


OBRIGADO POR TUDO O QUE FIZERAM POR NÓS


Jorge Pelicano e Rosa Silva

Publiquei esta postagem a 13 de fevereiro de 2008 com o título" Mágoa é o que vou sentir, se este paraiso desaparecer...!"

A construção da barragem no Rio Tua levará à destruição de paisagem do Douro Vinhateiro, considerada Património da Humanidade pela UNESCO.


Lia-se ontem no Jornal de notícias "O Instituto Nacional da Água (INAG) admitiu, em missiva enviada à Câmara de Murça, a possibilidade de baixar a cota da barragem do Tua (inicialmente de 200 metros) (...) assim, a linha ficaria submersa apenas até Brunheda (20 quilómetros).Mas, qualquer que seja a cota da barragem a construir, a linha do Tua deixará de ter ligação à linha do Douro".

Um desabafo:



Conheço bem a região, como as palmas das minhas mãos, assim dizem os de lá. Com o passar dos anos, cada vez gosto mais daquilo e cada vez mais entendo o Miguel Torga quando descreve extasiado a beleza telúrica das fragas graníticas.



É uma das viagens mais belas que se pode fazer, uma pessoa fica encantada com as cores, os cheiros, os sons e apaixonado por esse "Reino Maravilhoso."



Vai e deixa-te conquistar pela beleza única de um sítio único!






Vejam, Divulguem, Lutem...


Trailer Cinema "Pare, Escute, Olhe" from Pare, Escute, Olhe on Vimeo.

Dezembro de 91. Uma decisão política encerra metade da centenária linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela. Quinze anos depois, o apito do comboio apenas ecoa na memória dos transmontanos. A sentença amputou o rumo de desenvolvimento e acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal, tornando-o no país mais centralista da Europa Ocidental.

Os velhos resistem nas aldeias quase desertificadas, sem crianças. A falta de emprego e vida na terra leva os jovens que restam a procurar oportunidades noutras fronteiras. Agora, o comboio que ainda serpenteia por entre fragas do idílico vale do Tua é ameaçado por uma barragem que inundará aquela que é considerada uma das três mais belas linhasferroviárias da Europa.

PARE, ESCUTE, OLHE é uma viagem por um Portugal profundo e esquecido, conduzida pela voz soberana de um povo inconformado, maior vítima de promessas incumpridas dos que juraram defender a terra. Esses partiram com o comboio, impunes. O povo ficou, isolado, no único distrito do país sem um único quilómetro de auto-estrada.
 
Trás-os-Montes, região esquecida e despovoada, vítima de promessas políticas incumpridas. O anúncio da construção de uma barragem ameaça a centenária linha ferroviária do tua. A identidade do povo transmontano está em risco de submergir.


Vão ao Blog PARE, ESCUTE, OLHE ou ao Site PARE, ESCUTE, OLHE e adquiram mais informação sobre a falsidade, a mentira, o asco e a peçonha que envolve a construção da "futura" barragem no rio Tua e a destruição da linha férrea do Tua, bem como a destruição da identidade de um povo, a identidade de um país e por último, mas não menos importante a destruição de um bem que é de todos, a natureza.

Revolta-te, junta-te e protesta em defesa da verdade e do bem comum, contra a mentira e a política do cimento e contra a política de dar mais a quem tudo tem e tirar o pouco a quem já nada tem.

Junta-te a nós e assina o MANIFESTO. Como disse Dolores Ibárruri, essa figura imortal da história mundial, também conhecida como La Pasionaria. “NO PASARÁN!”, “NÃO PASSARÃO!”


sábado, 10 de abril de 2010

Punk's Not Dead...


O Sex Pistols é uma banda ícone do punk rock, formada em 1975, em Londres. É considerada uma das maiores bandas de punk da história, ao lado de Ramones (a banda precursora do movimento) e The Clash.
O antigo agente da banda inglesa Sex Pistols e uma das figuras de referência do punk, em especial, o britânico, Malcolm McLaren, morreu vítima de cancro a 8 de Abril.

Ainda me lembro da primeira vez que ouvi Sex Pistols. Tinha 12 anos e um amigo deu-me uma cassete piratiada, da marca BASF extra ferro II. A qualidade do som era francamente má, mas as músicas eram rebeldes e inspiradoras.  E como outra grande banda de punk, os Exploited, diziam numa das suas músicas, "Punk's not dead!" Esta mensagem só peca pela demora...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Suicidal Comedy Rules...



Sacha Noam Baron Cohen (Londres, 13 de outubro de 1971) é um premiado actor e comediante britânico. As suas principais personagens são Borat, Ali G e Bruno. Cohen é judeu praticante e historiador de formação. Sua linha de pesquisa contemplava as raízes dos preconceitos do mundo contemporâneo. Estive a rever o filme Bruno e é simplesmente brutal...

Foi a 9 de Abril que tudo aconteceu...



A Batalha do Lys (conforme a historiografia francesa) ou Batalha de La Lys, também conhecida como Batalha de Ypres 1918, ou ainda Quarta Batalha de Ypres , e como Batalha de Armentières pela historiogafia britânica e alemã, deu-se entre 9 e 29 de Abril de 1918, no vale da ribeira da La Lys, sector de Ypres, na região da Flandres, na Bélgica.



Nesta batalha, que marcou a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, os exércitos alemães, provocaram uma estrondosa derrota às tropas portuguesas, constituindo a maior catástrofe militar portuguesa depois da batalha de Alcácer-Quibir, em 1578.


A frente de combate distribuía-se numa extensa linha de 55 quilómetros, entre as localidades de Gravelle e de Armentières, guarnecida pelo 11° Corpo Britânico, com cerca de 84.000 homens, entre os quais se compreendia a 2ª divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP), constituída por cerca de 20 000 homens, dos quais somente pouco mais de 15 000 estavam nas primeiras linhas, comandados pelo general Gomes da Costa. Esta linha viu-se impotente para sustentar o embate de oito divisões do 6º Exército Alemão, com cerca de 55 000 homens comandados pelo general Ferdinand von Quast (1850-1934). Essa ofensiva alemã, montada por Erich Ludendorff, ficou conhecida como ofensiva "Georgette" e visava a tomada de Calais e Boulogne-sur-Mer. As tropas portuguesas, em apenas quatro horas de batalha, perderam cerca de 7.500 homens entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros, ou seja mais de um terço dos efectivos, entre os quais 327 oficiais.


Entre as diversas razões para esta derrota tão evidente, têm sido citadas, por diversos historiadores, as seguintes:


A revolução havida no mês de Dezembro de 1917, em Lisboa, que colocou na Presidência da República o Major Doutor Sidónio Pais, o qual alterou profundamente a política de beligerância prosseguida antes pelo Partido Democrático.


A chamada a Lisboa, por ordem de Sidónio Pais, de muitos oficiais com experiência de guerra ou por razões de perseguição política ou de favor político.


Devido à falta de barcos, as tropas portuguesas não foram rendidas pelas inglesas, o que provocou um grande desânimo nos soldados. Além disso, alguns oficiais, com maior poder económico e influência, conseguiram regressar a Portugal, mas não voltaram para ocupar os seus postos.


O moral do exército era tão baixo que houve insubordinações, deserção e suicídios.


O armamento alemão era muito melhor em qualidade e quantidade do que o usado pelas tropas portuguesas o qual, no entanto, era igual ao das tropas britânicas.


O ataque alemão deu-se no dia em que as tropas lusas tinham recebido ordens para, finalmente, serem deslocadas para posições mais à rectaguarda.


As tropas britânicas recuaram em suas posições, deixando expostos os flancos do CEP, facilitando o seu envolvimento e aniquilação.


O resultado da batalha já era esperado por oficiais responsáveis dentro do CEP, Gomes da Costa e Sinel de Cordes, que por diversas vezes tinham comunicado ao governo português o estado calamitoso das tropas.


No entanto é de realçar o facto de a ofensiva "Georgette" se tratar duma ofensiva já próxima do desespero, planeada pelo alto comando da Alemanha Imperial para causar a desorganização em profundidade da frente aliada antes da chegada das tropas Norte-Americanas que nessa altura se encontravam prestes a embarcar ou já em trânsito para a Europa.


O objectivo do general Ludendorff no sector Português consistia em atacar fortemente nos flancos do CEP, consciente que nesse caso os flancos das linhas Portuguesa e Britânica vizinha recuariam para o interior das suas zonas defensivas respectivas em vez de manterem uma frente coerente, abrindo assim uma larga passagem por onde a infantaria alemã se pudesse lançar. Coerente com essa táctica e para assegurar que os flancos do movimento alemão não ficavam desprotegidos, os estrategas alemães decidiram-se a simplesmente arrasar o sector Português com a sua esmagadora superioridade em capacidade de fogo artilheiro (uma especialidade alemã), e deslocando para a ofensiva um grande número de efectivos como se explica acima, (nas palavras dos próprios: "Vamos abrir aqui um buraco e depois logo se vê!", o que também indicia o estado de espiríto já desesperado do planeamento da ofensiva), nestas condições não surpreende a derrocada do CEP, que apesar de tudo resistiu como pôde atrasando o movimento alemão o suficiente para as reservas aliadas serem mobilizadas para tapar a brecha.


Esta resistência é geralmente pouco valorizada em face da derrota, mas caso esta não se tivesse verificado a frente aliada na zona poderia ter sido envolvida por um movimento de cerco em ambos os flancos pelo exército alemão, o que levaria ao seu colapso. Trata-se de uma batalha com muitos mitos em volta a distorcerem a percepção do realmente passado nesse dia 9 de Abril de 1918.


Uma situação análoga à da batalha de La Lys foi a da contra-ofensiva alemã nas Ardenas na parte final da Segunda Guerra Mundial (Batalha do Bulge), que merece comparação pelas semelhanças entre ambas. Novamente um exército aliado escasso para defender o sector atríbuido (I Exército dos Estados Unidos da América), sujeito a uma ofensiva desesperada por parte do Alto Comando Alemão (OKW - Oberkommando der Wehrmacht), para desorganizar a frente aliada arrombando-a em profundidade, usando para o efeito quatro exércitos completos (dois blindados) para atacar no sector do I exército Norte-Americano, a consequência foi o colapso local da frente, com retirada desorganizada dos americanos e com milhares a serem feitos prisioneiros pelos alemães, contido depois com as reservas aliadas (incluindo forças sobreviventes da Batalha de Arnhem ainda em recuperação como a 101ª e a 82ª divisões aerotransportadas) e com o desvio de recursos de outros exércitos aliados nas regiões vizinhas (com destaque para o III Exército do general Patton), obrigando a passar duma situação de ofensiva geral aliada para passar à defesa do sector das Ardenas a todo o custo. Os aliados só retomariam a iniciativa na frente ocidental passado mais de um mês.

Comparando ambas compreende-se melhor a derrocada das forças do CEP em La Lys.

O Soldado Milhões
Nesta batalha a 2ª Divisão do CEP foi completamente desbaratada, sacrificando-se nela muitas vidas, entre os mortos, feridos, desaparecidos e capturados como prisioneiros de guerra. No meio do caos, distinguiram-se vários homens, anónimos na sua maior parte. Porém, um nome ficou para a História, deturpado, mas sempiterno: o Soldado Milhões.


De seu verdadeiro nome Aníbal Milhais, natural de Valongo, em Murça, viu-se sozinho na sua trincheira, apenas munido da sua menina, uma metralhadora Lewis, conhecida entre os lusos como a Luísa. Munido da coragem que só no campo de batalha é possível, enfrentou sozinho as colunas alemãs que se atravessaram no seu caminho, o que em último caso permitiu a retirada de vários soldados portugueses e ingleses para as posições defensivas da rectaguarda. Vagueando pelas trincheiras e campos, ora de ninguém ora ocupados pelos alemães, o Soldado Milhões continuou ainda a fazer fogo esporádico, para o qual se valeu de cunhetes de balas que foi encontrando pelo caminho. Quatro dias depois do início da batalha, encontrou um major escocês, salvando-o de morrer afogado num pântano. Foi este médico, para sempre agradecido, que deu conta ao exército aliado dos feitos do soldado transmontano.


Regressado a um acampamento português, um comandante saudou-o, dizendo o que ficaria para a História de Portugal, "Tu és Milhais, mas vales Milhões!". Foi o único soldado raso português da Primeira Guerra a ser condecorado com o Colar da Ordem da Torre e Espada, a mais alta condecoração existente no país.





quarta-feira, 7 de abril de 2010

À primeira seguidora do blog "Já Mandas, Não?!", o meu obrigado...

Chama-se Susana Ferreira, reside na cidade dos anjos (Los Angeles, EUA) e é a primeira seguidora do "Já Mandas, Não?!"

E tu do que é que estás à espera...?

terça-feira, 6 de abril de 2010

É só para relembrar...

Vi as imagens e os sons na televisão e lacrimejei...



Um dia como os outros no Iraque
Por Pedro Sales

Julho de 2007. Iraque. Helicópteros norte-americanos abrem fogo e atingem mortalmente 12 civis, entre os quais dois jornalistas da Reuters. Na operação, cujo vídeo foi ontem divulgado através de uma fuga de informação colocada no Youtube pela wikileaks, foram também feridas com gravidade duas crianças. O Pentágono sempre garantiu tratar-se de uma acção contra forças hostis, mas o filme menciona as sucessivas afirmações dos responsáveis militares dos EUA, as quais são categoricamente desmentidas pelas imagens. Não só o alvo principal dos pilotos são dois jornalistas, que nunca demonstram qualquer atitude hostil, como, violando todas as regras internacionais, abatem um a um os feridos que se arrastam no terreno depois do ataque inicial.

A forma como, depois da notícia correr mundo, o Pentágono finalmente publicou toda a informação sobre esta operação, considerando que todos os passos foram justificados – incluindo o assassinato dos feridos que agonizavam no terreno – é a melhor indicação que não estamos perante mais um caso dessa moderna forma de cinismo semântico que dá pelo nome de danos colaterais ou fogo amigo, mas a assistir ao modus operandi das tropas americanas no Iraque ou Afeganistão.

A wikileaks, uma organização de jornalistas, advogados e activistas dos direitos humanos que colige e coloca online documentação classificada e incómoda para vários governos e multinacionais, já afirmou ter em sua posse o vídeo do ataque aéreo que resultou na morte de vários civis afegãos num casamento. Talvez isso ajude a perceber porque razão o Pentágono colocou esta organização na lista de inimigos que ameaçam a segurança dos EUA, ou tem vindo a estudar uma forma para a silenciar definitivamente.

Documentos como estes, na sua estúpida brutalidade, são o instrumento mais poderoso para desmistificar a ideia de que os “jogos de guerra” que vemos na televisão são uma versão asséptica e cirúrgica das guerras de outrora, tornando cada vez mais difícil organizar a próxima campanha de desinformação para “vender” às opiniões públicas a guerra que se segue.

Gentilmente "retirado" do blog Arrastão

PEC - Plano para Enrabar os Contribuintes...

Agora que já sabes o que é o PEC, não digas que não te avisámos...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Mais um aniversário...

"Tive direito a esta prenda espectacular feita por uma grande amiga, obrigado M..."

domingo, 4 de abril de 2010

The Rainbow Nation...

 O dirigente ultradireitista afrikáner Eugene Terreblanche morreu hoje assassinado a machadadas em sua fazenda na localidade de Ventersdorp, no noroeste da África do Sul, informou a agência local "SAPA".


Segundo a fonte, Terreblanche, líder do grupo que defende a supremacia branca Afrikaner Weerstandsbeweging (AWB, Movimento de Resistência Afrikáner), apareceu na cama, com vários ferimentos na cabeça, um machadinho sobre ele e um cassetete perto do leito.


A chefe da Polícia da província do Noroeste, Adele Myburgh, disse à agência que um homem de 21 anos e um menor de 15 foram detidos como supostos autores do assassinato. Eles declararam que tinham discutido com Terreblanche porque ele não pagava o trabalho que faziam em sua fazenda.


Myburgh precisou que o assassinato aconteceu quando Terreblanche e os dois empregados estavam sós na fazenda, cerca de 10 quilômetros de Vertersdorp e assegurou que ambos serão levados aos tribunais em breve.


O ministro da Segurança Pública da administração do Noroeste, controlada pelo governamental CNA, Howard Yawa, mostrou sua "comoção" com o assassinato, que condenou nos "termos mais fortes possíveis" e pediu calma na província e que se permita que a lei siga seu curso.


O AWB, fundado em 1973 por Terreblanche e outros seis afrikáners, se organizou como um grupo paramilitar com símbolos similares aos dos nazistas. Tanto Terreblanche como outros membros do grupo estiveram na prisão, condenados por posse de armas e algumas ações terroristas.

O grupo ameaçou com uma "guerra civil" nos anos prévios às duas eleições democráticas de 1994, que levaram Nelson Mandela a ser o primeiro presidente negro da África do Sul e acabaram definitivamente com o regime do apartheid.


Terreblanche manteve sua defesa do apartheid, mas, nos últimos 15 anos, permaneceu relativamente afastado da política.

sábado, 3 de abril de 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

terça-feira, 30 de março de 2010

Portugal é o país da Europa com mais doentes mentais...

Finalmente o primeiro Estudo Nacional de Morbilidade Psiquiátrica na Comunidade, anunciado desde 2001, foi realizado.
Estamos em 2010 e o primeiro estudo para saber o estado da saúde mental dos portugues foi feito. Podia ser o segundo, o terceiro, ou simplesmente uma actualização de um outro já feito, mas não! Estamos em 2010 e é o primeiro. Vê-se logo a importância que se dá à saúde mental em Portugal...


E já existem alguns números, que apanharam de “surpresa” o coordenador nacional para a saúde mental, Caldas de Almeida.


Portugal é o país da Europa com a maior prevalência (número de casos de uma dada doença, ou condição, presente, numa dada população, num momento cronológico preciso) de doenças mentais na população e aproxima-se perigosamente no campeão mundial Estados Unidos. Ou seja, somos medalha de prata nos países desenvolvidos…


No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23% ou seja, dois milhões e trezentos mil portugueses) e quase metade (43% ou seja, quatro milhões e trezentos mil portugueses) já teve uma destas perturbações durante a vida. 67% dos doentes graves estão sozinhos com o seu problema e nunca tiveram qualquer tratamento. 38,9% dos portugueses que sofreram de perturbações graves foram acompanhados em serviços especializados em saúde mental. 33,6% dos portugueses de perturbações mentais graves, não tiveram qualquer tratamento. As perturbações psiquiátricas com maior prevalência, são as perturbações de ansiedade.


Segundo Caldas de Almeida, da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa. O psiquiatra e coordenador nacional para a área de saúde mental e Presidente da Comissão Nacional para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental, explica a falta de tratamento por dois factores: “o estigma social que leva as pessoas a terem vergonha de procurar um médico e ao mesmo tempo a ausência de serviços especializados próximos, que cria dificuldade de acesso.”



É curioso que no Relatório da Comissão Nacional para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental de Maio de 2006 http://www.saude-mental.net/pdf/vol8_rev6_editorial.pdf, ou seja, quatro anos antes de se saber os resultados do estudo de 2010 , cujo coordenador foi o mesmo Caldas de Almeida. Se defenda o encerramento progressivo de instituições/hospitais psiquiátricos.
Nesse relatório pode ler-se um documento elaborado pela FNAFSAM (Federação Nacional da Associações de Famílias Pró Saúde Mental) foram extraídas as seguintes considerações:

A redução de camas nos hospitais psiquiátricos, o encurtamento das estadias, a orientação de não facilitar novos internamentos, o acrescido relevo do ambulatório, a limitada implementação de respostas de natureza comunitária (incluindo as residenciais), concorrem para que os doentes regressem ou permaneçam nos seus domicílios, quer autónomos quer no das famílias de origem, o que é mais vulgar entre nós.


O Senhor Caldas de Almeida (que foi Coordenador do Programa de Saúde Mental da Região de Lisboa entre 1996 – 2000), afirma actualmente que a “ausência de serviços especializados próximos, que cria dificuldade de acesso.”
(Quadro retirada do documento - Rede Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental 2004 http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i007439.pdf )


Pode verificar-se no quadro acima, que o número de camas nos hospitais psiquiátricos tem vindo a diminuir. Mas não é só o número de camas, é também o número de locais de atendimento. Pois em 2000 o mesmo senhor Caldas de Almeida antes de ir trabalhar para Washington DC como Coordenador do Programa de Saúde Mental da OMS para as Américas, onde foi responsável pelo apoio técnico da OMS aos países das Américas na implementação de políticas e planos nacionais de saúde mental e no desenvolvimento da capacidade de investigação em saúde mental (2000 – 2005), fez com que a urgência psiquiátrica nos Hospitais Miguel Bombarda e Júlio de Matos com uma lotação total de 22 camas fecha-se e fosse aberta uma urgência de psiquiatria no Hospital de Curry Cabral que abrange a mesma área populacional das urgências psiquiátricas atrás citadas, mas com uma lotação de 9 camas.


Compreende-se que se queira fechar os grandes hospitais psiquiátricos e abrir pequenas unidades espalhadas pelo país. É o que a OMS (Organização Mundial de Saúde) preconiza. Não se pode é fazer o que actualmente está acontecer. Que é reduzir camas e fechar hospitais direccionados para a saúde mental e não dar soluções, não dar alternativas. E depois ficam “surpreendidos” com os 23% de prevalência, ou seja, dois milhões e trezentos mil portugueses que sofrem de perturbações psiquiátricas e indignados com os 33,6% de portugueses que sofreram de perturbações mentais graves e que não tiveram qualquer tratamento.


O que tem que se dizer é que as pessoas, os portugueses que infelizmente sofrem de perturbações psiquiátricas são doentes de quinta categoria e que embora o estudo apresente resultados de 23%, ou seja, dois milhões e trezentos mil portugueses doentes. Na realidade para a enormidade deste problema de saúde pública, não se está a fazer nada para o combater. Nem mesmo aumentar o acesso ao tratamento, nem tão pouco ajudar a procurar o tratamento quando não se tem critica/insight para o fazer.


Áreas como a diabetes, a obesidade, as doenças cardiovasculares, as neoplasias, o hiv-sida (que as pessoas com perturbação psiquiátrica também sofrem), cuja a prevalência não é tão elevada como as perturbações psiquiátricas, verifica-se um esforço por parte do Estado para combater estes flagelos. Mas na área da saúde mental não.


Realmente o psiquiatra e coordenador nacional para a saúde mental Caldas de Almeida tem razão quando diz que “o estigma social que leva as pessoas a terem vergonha de procurar um médico.” Mas devia também dizer que o estigma social também é o Estado não investir na acessibilidade para que dois milhões e trezentos mil portugueses se tratem.


Como se pode perceber, está-se a reduzir as camas nos hospitais psiquiátricos e a diminuir os locais de acesso desde há vários anos. Mas o primeiro estudo de Morbilidade Psiquiátrica na Comunidade em Portugal que permite saber o número de portugueses que sofrem de perturbações psiquiátricas, onde vivem, como vivem, que idade têm e quem são, só ficou finalizado em 2010.


Primeiro reduz-se camas e encerra-se hospitais psiquiátricos, depois fazem-se os estudos e no final indignam-se e afirmam que “ausência de serviços especializados próximos, que cria dificuldade de acesso.”

Por alguma razão quando este mês se fez a avaliação do plano nacional de saúde 2004 - 2010, a nota da área da saúde mental em Portugal, foi como direi, uma lástima.

E são eles especialista em saúde mental, vai-se lá perceber…