"Afastar muitos para longe do rebanho, foi para isso que eu vim!" Nietzsche

sábado, 4 de dezembro de 2010

Isto é um GRAAANDE FILME e um GRAAANDE SOM 3/3...



Filme de 1966 "The God, The Bad and the Ugly", "l Buono, Il Brutto, Il Cattivo" ou "O Bom, O Mau e O Vilão".

O filme é brutal e a banda sonora é excelente...

Isto é um GRANDE FILME e um GRANDE SOM 2/3...



Filme de 1965 "For a Few Dollars More", "Per Qualche Dollaro in Più" ou "Por Mais Alguns Dólares...

Isto é um GRANDE FILME e um GRANDE SOM 1/3...



Filme de 1964  " A Fistful Of Dollars", "Per Un Pugno Di Dollari" ou "Por Um Punhado De Dólares"...

O filme iniciou a popularidade dos género spaghetti western e faz parte da trilogia dos dólares (como é comumente conhecida). Os filmes seguintes foram "Por Mais Alguns Dólares" e "O Bom o Mau e o Vilão", também com a actuação do Lendário Clint Eastwood.
Em ambos os filmes, a personagem de Clint Eastwood não diz o seu nome, recebendo então apelidos de outras personagens, como Joe, Monco ou Blondie.

Os filmes foram realizados pelo inigualável Sergio Leone. Este foi um dos mais brilhantes cineastas da sua geração e inventor de um estilo em que não faltam cenas de pura genialidade. Ele é hoje fonte de inspiração para novos cineastas como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez. Existe até uma forma de fazer grandes planos chamado "plano à Sergio Leone".
Quentin Tarantino usa esse "plano" em alguns dos seus filmes.

Os 3 filmes têm a banda sonora composta de forma sublime pelo Grande Ennio Morricone...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Vais deixar saudades João Manuel Serra ou simplesmente O Senhor do Olá...



Lágrimas a estragar-lhe a pintura dos olhos, Mafalda Pinto aproxima-se da esquina do Saldanha com a Fontes Pereira de Melo. Baixa-se e deposita o discreto ramo de flores lilás junto ao semáforo. É o primeiro, ainda ali não há mais flores nenhumas. "Via-o aqui quase todas as noites, quando ficava a trabalhar até tarde. O pior é que nunca falei de nada importante com ele."

Nem Mafalda, nem a maioria dos automobilistas que, ao longo dos últimos dez anos, respondiam com uma apitadela aos acenos e ao sorriso de João Manuel Serra, o homem que matava a solidão da noite - "uma malvada", que o "perseguia por entre as paredes vazias da casa" - a saudar quem passava. Mas quando morreu, com 80 anos, o "Senhor do Adeus", como ficou conhecido, tinha-se tornado um ícone da capital, com os seus óculos de massa escura, cabelos brancos e porte aristocrático.

A real dimensão da sua popularidade só ficou conhecida ontem, quando uma página criada em sua memória no Facebook juntou, em poucas horas, mais de 5000 pessoas a lamentarem o seu desaparecimento - eram 7757 à hora do fecho desta edição. Foi na Internet que surgiu a ideia de fazer, ontem à noite, uma cerimónia naquela esquina do Saldanha e também se reivindicou que seja erguida uma estátua ao excêntrico senhor nascido em berço de ouro ali mesmo ao lado, numa casa apalaçada das Picoas.

Filho de diplomata, gabava-se de nunca ter trabalhado na vida. Não precisava, vivia dos rendimentos. Viajou mundo fora com aquela a que chamava a paixão da sua vida: a mãe. Moravam juntos num prédio antigo nas Laranjeiras e, quando ela morreu, tinha ele 65 anos, ficou "desasado". Até que percebeu que havia quem lhe buzinasse e acenasse durante os seus passeios solitários pela cidade durante a noite. Decidiu pensar que eram novos amigos. "Comecei a acenar às pessoas em vários pontos da cidade. Depois decidi que era nas Picoas que me sentia melhor. Passei a minha infância aqui", contou ao PÚBLICO, em 2001.

Fez mesmo amigos de verdade. Ana Griffo Coimbra, uma gestora de 59 anos, foi uma delas. Costumava ir jantar às terças-feiras para aqueles lados com a família e as conversas prolongadas com o "Nini", como carinhosamente o tratavam, tornaram-se um hábito. Com algumas obras publicadas, a mãe dela fez-lhe um poema. E à terça-feira lá estava ele, rosa na mão para entregar à poetisa, e um "ovo Kinder Surpresa" na outra, para o neto. "Eu preciso disto, é o meu remédio, mas as pessoas que me cumprimentam também precisam de mim", costumava ele dizer", recorda Ana Coimbra. "Era uma pessoa muito terna e bem-educada."

Nem a chuva o afastava desta missão, que, nos últimos tempos, se alargou ao Restelo, onde passou a ir almoçar a casa de um irmão. "Havia quem o chamasse maluco, mas ele dizia que não se importava", conta Ana Coimbra. Do que não gostava muito era que o chamassem "Senhor do Adeus": preferia ser conhecido como "Senhor do Olá".

O realizador Filipe Melo convidou-o para entrar na sua primeira curta-metragem. Há vários anos que tinham, juntamente com outro amigo, um ritual semanal: ir ao cinema ao domingo e jantar a seguir no Galeto. "Era genuinamente boa pessoa", diz o cineasta. Assim sucedeu no último domingo: foram ver o filme sobre o fundador do Facebook e, como era hábito, Filipe Melo transcreveu as impressões do amigo no blogue que criara para ele (http://senhordoadeus.blogs.sapo.pt/). Apesar de a época festiva ainda vir longe, no final da crítica o "Senhor do Adeus" desejava bom Natal aos leitores. "E estejam todos muito felizes", acrescentou."Penso que morreu nessa noite, de ataque cardíaco, depois de eu o pôr em casa", explica Filipe Melo, que conheceu o "Senhor do Adeus" na rua. Antes de partir, João Manuel Serra ainda teve tempo de participar noutros projectos de Filipe Melo e de servir de inspiração a um fado cantado por Carlos do Carmo. Ainda assinava uma rubrica de cinema no canal Q.

Pedro Santana Lopes também o conhecia da Figueira, local onde o "Senhor do Adeus" passava férias. Viu-o no sábado pela última vez, ia a passar no Rato. "Vieram-me as lágrimas aos olhos quando soube da notícia. Lisboa fica mais triste, porque ele era uma fonte de alegria. Apetece fazer-lhe uma estátua, ou talvez outra coisa qualquer menos estática... Devia ser um símbolo eterno na cidade."

Porquê tanta admiração por este homem que se limitava a dizer adeus e a sorrir a quem passava? "Era o símbolo de uma cidade mais humana, menos impessoal", responde Filipe Melo. Depois de depositar as flores lilás no semáforo, Mafalda Pinto diz algo semelhante: "Era um caso exemplar da vida urbana: uma pessoa muito só e ao mesmo tempo acompanhada por uma multidão."

Ps: uma vez no El Corte Inglês em conversa, contou que tinha recebido uma proposta para o fotografarem e colocarem as suas imagens no museu da cidade de Lisboa...














terça-feira, 9 de novembro de 2010

domingo, 7 de novembro de 2010

Coca-Cola, Fanta e Nazismo. Descobra o que os une...


Fanta é uma marca de refrigerantes, que detém uma linha variada de produtos e que pertence à The Coca-Cola Company. Criada e lançada na Alemanha Nazi, durante a Segunda Guerra Mundial, actualmente é comercializada em 187 países.

A marca de refrigerantes Fanta tem sua origem na Alemanha Nazi no ano de 1941. Naquela época, devido às sanções que impediam a entrada de produtos naquele país, impossibilitaram que a fábrica da Coca-Cola continuasse a operar devido a falta dos concentrados base para a fabricação de refrigerantes. Nessa ocasião, Max Keith, chefe de operações da Coca-Cola alemã, permitiu a criação de um novo produto, na tentativa de evitar a suspensão das actividades da fábrica, nascendo assim, uma bebida que foi comercializada exclusivamente no mercado alemão durante a Segunda Guerra Mundial. O produto, por sua vez mudava de acordo com a natureza dos ingredientes que estavam disponíveis no país sancionado, como as sobras da fabricação de sidra (fibra de maçã) ou, até mesmo o subproduto da confecção de queijo (soro de leite). O primeiro sabor com a marca Fanta foi o de malte, já o sabor laranja, que é o mais conhecido e distribuído mundialmente, foi lançado somente em 1955 pela Coca-Cola italiana e, no princípio, as versões do refrigerante vinham adoçados com sacarina, passando posteriormente para o açúcar de beterraba.[2]

Foi a partir de um concurso que surgiu o nome Fanta, que foi realizado entre os funcionários da fábrica alemã coordenada por Max Keith, que solicitou aos mesmos para usarem a “imaginação" (Phantasie em alemão). Ao ouvir isso, o vendedor veterano Joe Knipp imediatamente deixou escapar “Fanta” que passou a ser adoptado como marca.




Eu confio na capacidade de reflexão, na indignação e na rebelião das pessoas...


Simplesmente avassalador! Vão a internet, pesquisem  e vejam este documentário extraordinário e compreenderão melhor o mundo que nos rodeia e terão as respostas a muitas das vossas perguntas...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O que lhes podemos chamar...?


Ulrike Meinhof “If one sets a car on fire, that is a criminal offence. If one sets hundreds of cars on fire, that is political action”.



A noite é acordada por pedras a bater nos carros arder. Um grito surdo ecoou-a… quem foi? Porquê? Foram uns vândalos dizem uns, selvagens dizem outros, há ainda quem diga que foram uns bárbaros.


E a Vara de Alguns que levaram ao culminar desta situação, como os devemos chamar? Senhores talvez… ou ainda Pessoas Verticais… ou quiçá Pessoas de Carácter Imaculado e Moralmente Irrepreensíveis?


E quando a Vara de Alguns aldraba, engana, embusta, fabula, falseia, finge, ilude, intruje, lorota, simula, mesmo sabendo que ao faze-lo prejudica as actuais gerações, bem como as gerações vindouras, o que lhes podemos chamar? Companheiros, Compinchas, Parceiros?


E se uma Vara de Outros Alguns sabe que a Vara de Alguns mente, mas reúne-se com eles, não para ajudar as actuais gerações, nem mesmo as gerações vindouras, mas para poderem ficar com o lugar da Vara de Alguns. O que lhes podemos chamar? Honestos, Íntegros, Nobres?


E quando sabemos que a atitude dessas Varas de Alguns faz perder empregos, suga a esperança de uma vida melhor e corrói o Estado Social. O que lhes podemos chamar? Patriotas, Amigos, Fraternais?


E quando devido a essa Vara de Alguns se olha para o lado e vemos cada vez mais a fome e a miséria de mãos dadas e com a cara cada vez menos escondida, a remexerem e a comerem dos lixos que essa Vara de Alguns considera sobras. O que lhes podemos chamar? Bondosos, Benévolos, Benfeitores?


E quando essa Vara de Alguns, nos leva a olhar para os mais antigos que trabalharam honradamente durante décadas, muitos deles começando a labutar mesmo antes de saber ler e escrever, e que são agora chamados de velhos, de fardos, de gastos e de despesa. O que lhes podemos chamar? Solidários, Visionários, Humanistas?


E quando essa Vara de Alguns, faz com que as pessoas trabalhem cada vez mais para receberem cada vez menos, para que essa Vara de Alguns possas refastelar-se de luxo, ostentação e fausto. O que lhes podemos chamar? Samaritanos, Franciscanos, Espartanos?


E quando essa Vara de Alguns, é levada perante a justiça, que embora cega e que por isso não vê o que lhe é colocada nos seus pratos da balança, leva a que essa Vara de Alguns seja isentada e ilibada. O que lhes podemos chamar? Honestos, Leais, Virtuosos?


E quando essa Vara de Alguns vê e ouve as pessoas a manifestarem-se na rua, pedindo que as injustiças terminem, e que durante a negociação acenam com a cabeça, mas realmente estão a fazer ouvidos moucos. O que lhes podemos chamar. Mediadores, Negociadores, Interessados?


E quando as coisas pioram de dia para dia e essa Vara de Alguns decide tirar a resolução do problema dos bolsos dos mesmos. Daqueles que menos têm, menos podem. O que lhes podemos chamar? Justos, Imparciais, Equitativos.


E quando essa Vara de Alguns desonra aquilo que prometera perante todos, que é defender os interesses do país e de todos os cidadãos, mas realmente só defendem os seus próprios interesses. O que lhes podemos chamar? Impolutos, Irrepreensíveis, Incensuráveis?


Se depois de tudo aquilo que essa Vara de Alguns fez, faz e fará, continuarem a ser chamados de Inocentes, Imaculados e Puros. Então eu quero ser chamado de vândalo, selvagem ou bárbaro. Pois o acto de arremessar pedras e de atear o fogo é um grito de protesto, é um berro que quer dizer basta desta Vara de Alguns de muitos rostos, de muitas vozes, de muitos interesses, mas de nenhuma moral, ética, honra, honestidade e justiça para com um país e os seus respectivos cidadãos. Mais vale ser chamado de selvagem e lutar pelo interesse nacional, do que ser um Senhor Límpido da Vara de Alguns que não passam de um vómito nojento e asqueroso, cuspido pela boca pútrida de uma qualquer cavalgadura corrompida…

sábado, 30 de outubro de 2010

Maradona tu não és grande, tu és eterno...

Diego Maradona, ou simplesmente "El Pibe" faz hoje 50 anos...

Muito bom...


Jorge Mário da Silva… para muitos este nome dirá pouco, mas se lhe chamarmos por Seu Jorge, talvez alguns o consigam reconhecer. Se eu disser que fez de Mané Galinha no filme Cidade de Deus, talvez agora muitas mais pessoas saibam de quem é que eu estou a falar. Seu Jorge é actor, músico e compositor brasileiro.
Seu Jorge é o filho mais velho de 4 irmãos. Este artista teve uma infância difícil. Começou a trabalhar com dez anos de idade numa borracharia, foi também contínuo, marceneiro e office-boy. Serviu no exército brasileiro entre 1989-1990, no Rio de Janeiro, no Depósito Central de Armamento. Tirou o curso de corneteiro militar no 2º Batalhão de Infantaria Motorizado Escola, mas não se adaptou à vida militar. Das várias profissões que teve, estas nunca ofuscaram o seu verdadeiro desejo de se tornar músico.
Desde adolescente, frequentava as rodas de samba cariocas acompanhando o pai e os irmãos em bailes funks e bailes charmes da periferia, e cedo se começou a profissionalizar cantando na noite.
Foi com a morte de seu irmão Vitório, numa chacina que levou a família a desestruturar-se, que Seu Jorge acabou por se tornar num sem-tecto durante três anos. A reviravolta dá-se quando o clarinetista Paulo Moura o convidou para fazer um teste para um musical de teatro. Foi aprovado e acabou por participar em mais de 20 espectáculos com o Teatro da Universidade do Rio de Janeiro, como cantor e actor.


 
A partir daí, Seu Jorge começou uma carreira que o levaria a participar em filmes nacionais como Cidade de Deus, Moro no Brasil, Tropa de Elite 2 e outros, mas também em filmes internacionais o mais famoso foi The Life Aquatic with Steve Zissou, fazendo de Pelé dos Santos. Ele não se limitou a representar. Foi-lhe proposto fazer uma a banda sonora do filme, com uma versão acústica e em português de músicas do Grande David Bowie. No cd da banda sonora deste filme pode ler-se as seguintes palavras do Grande David Bowie “had Seu Jorge not recorded my songs acoustically in Portuguese I would never have heard this new level of beauty which he has imbued them with”


Lembro-me do dia 3 de Novembro de 2005, Seu Jorge ia actuar na intimista e mítica Aula Magna, uma sala que tinha tudo para dar certo… e deu. Antes de começar a tocar “Eu sou favela”, música que é construída sobre uma lírica panfletária, denúncia social que termina em comoção do artista, que deixa escapar algumas lágrimas. Ele explica o que passou, o que viveu, o que sofreu, o que conquistou ao viver na favela. É claramente uma pessoa agradecida por ter sobrevivido, mas principalmente por ter conseguido agarrar-se ao amor que tem pela música e língua portuguesa. Ele próprio agradece e diz que o sotaque pode ser diferente, mas os verbos, os adjectivos e o que a língua portuguesa consegue expressar estão lá…

É com muita pena que infelizmente não o vou poder ir ver novamente, mas garantidamente que vai ser um concerto único, formidável e inesquecível …

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Para o PS, PSD, Governantes Incompetentes, Orçamento de Estado, Falta de Liderança, FMI, Mercados Internacionais e Crise. Só há uma solução...

RIOT and REVOLUTION

Erro de casting...

Não tenho nada contra, nem a favor em relação ao Sr. Carlos Moedas. Nem está em causa o seu curriculum académico e profissional. Mas não é de todo um comunicador. A entrevista que deu hoje no jornal da noite na RPT-1, moderada pelo jornalista José Rodrigues dos Santos (eu quase que juro que o José esboçou um sorriso do género, mas de onde é que este saiu), foi digna de aparecer nos "tesourinhos deprimentes" dos Gato Fedorento...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Giros e Talentosos...

No outro dia tinha ido almoçar com uns amigos, quando já no final reparámos que no mesmo restaurante almoçavam Marta Hugon, Filipe Melo, Bernardo Moreira e André Sousa Machado.
Uma amiga nossa que a conhecia tratou de "proceder ao procedimento". Ficámos a saber que estavam num estúdio perto dali a gravar o último cd deles. Espero que a recuperação do mítico Hot Club não demore muito, para os podermos ver actual nessa pequena e intimista sala mágica, uma vez mais...
http://www.myspace.com/martahugonjazz