"Afastar muitos para longe do rebanho, foi para isso que eu vim!" Nietzsche

domingo, 6 de março de 2011

Eu vou-me fazer ouvir. E tu...?


Carta aberta a todos os Cidadãos, Associações, Movimentos Cívicos, Partidos, Organizações Não-Governamentais, Sindicatos, Grupos Artísticos, Recreativos e outras Colectividades:

Protesto da Geração À Rasca

12 de Março às 15 horas

Avenida da Liberdade – Lisboa e Praça da Batalha – Porto

Exmos. Srs.,

O «Protesto da Geração À Rasca» surgiu de forma espontânea, no Facebook, fruto da insatisfação de um grupo de jovens que sentiram ser preciso fazer algo de modo a alertar para a deterioração das condições de trabalho e da educação em Portugal.

Este é um protesto apartidário, laico e pacífico, que pretende reforçar a democracia participativa no país, e em consonância com o espírito do Artigo 23º da Carta Universal dos Direitos Humanos:

1. Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.

2. Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.

3. Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.
(…)

Por isso, protestamos:

-Pelo direito ao emprego.

-Pelo direito à educação.

-Pela melhoria das condições de trabalho e o fim da precariedade.

-Pelo reconhecimento das qualificações, competências e experiência, espelhado em salários e contratos dignos.

Porque não queremos ser todos obrigados a emigrar, arrastando o país para uma maior crise económica e social.

Segundo o INE, o desemprego na faixa etária abaixo dos 35 anos corresponde hoje à metade dos 619 mil desempregados em Portugal. A este número podemos juntar os milhares em situação de precariedade: “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, estagiários, bolseiros e trabalhadores-estudantes.

No que concerne à educação, o acentuar das desigualdades no acesso ao ensino limita as oportunidades individuais. Milhares de pessoas são impedidas de ingressar ou obrigadas a abandonar os seus estudos. Outras ainda vivem situações de indignidade humana para conseguirem prosseguir os seus percursos académicos.

Não negligenciamos os problemas estruturais, domésticos e internacionais, que afectam a vida de muita gente na procura e obtenção de emprego. Queremos alertar para a urgência de repensar estratégias nacionais e não nos resignamos com os argumentos de inevitabilidade desta situação. É com sentido de responsabilidade que afirmamos que, sendo nós a geração mais qualificada de sempre, queremos ser parte da solução.

No dia 12 de Março, pelas 15 horas, convidamo-lo a estar presente na Avenida da Liberdade em Lisboa ou na Praça da Batalha no Porto, no Protesto da Geração à Rasca cujo manifesto abaixo citamos.


Manifesto


Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:
a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.



A constestação anda ai...



Fez-se história. Dezenas de anos depois, uma música com suficiente interesse ganhou o Festival da Canção e irá representar a pátria - ah, que gozo dá escrever isto - lá fora. Para cúmulo, no país de Merkel, o foco de todas as desgraças lusas. Para mais, a vitória foi conseguida graças ao voto dos espectadores, que contrariou o voto dos "especialistas" que tinham eleito mais mais uma canção abaixo de cão, a caminho dos últimos lugares do Festival da Eurovisão (sim, eu de vez em quando espreito o festival). Poder-se-à dizer que o Festival da Eurovisão é o grau zero da música. Certo, e a realidade não desmente esta impressão. Mas entre a mediocridade enfatuada dos habituais, a parvoíce das péssimas letras - sempre à volta da ideia do "amor", ou da "alma lusa", ou do "fado" - e a pobreza mais do que franciscana das composições, e a mediania irónica da canção dos Homens da Luta, como não escolher a segunda? O maior feito desta dupla de humoristas foi ter dinamitado uma instituição da incompetência pátria, o nacional-cançonetismo, instituição muito mais do que simbólica (em tanta participação, o melhor que conseguimos foi para aí um 8º lugar), no seu próprio terreno; a música dos Homens da Luta é primeiro um pastiche da música de intervenção - e por isto há muita gente de esquerda que não gosta deles -, mas o happening em que se tornou a sua participação no festival - as referências ao castiço nacional, as caricaturas do "povo", e depois a reacção do público à sua vitória, devidamente enfatizada pelo discurso de Gel - fez com que o acontecimento fosse uma inteligente desconstrução de algo perfeitamente anacrónico. Como não preferir a caricatura voluntária à involuntária? Os trabalhadores postiços às mulheres das sete saias da primeira canção?

Outro feito dos Homens da Luta foi terem conseguido que gente que poderia se sentir ofendida com a caricatura se tenha de imediato colado a esta pequena vitória; na hora em que se contam espingardas contra o Governo, tudo conta (é espreitar o 5 Dias, para se confirmar). Por outro lado, os porta-vozes para o Governo na blogosfera rapidamente vieram denunciar o nojo que sentem perante tal ofensa - ao Governo, presumo. Ah! Ah! Não me divertia tanto há algum tempo, confesso. E a procissão ainda vai no adro, a caminho da Alemanha. A luta é mesmo alegria...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Todo o dia a trabalhar, todo o dia sem cantar, onde está o meu pitroile...

Me engana que eu gosto...

Portugueses, acreditem que já falta pouco para sairmos da crise...

Aparece e traz um amigo também...

Passados 10 anos e 59 pessoas mortas, tudo na mesma. O povo é sereno...


A queda da ponte de Entre-os-Rios foi há dez anos. No dia 4 de Março de 2001 caía a ponte que liga Castelo de Paiva àquela localidade e 59 pessoas perdiam a vida. A maioria nunca foi encontrada.

A ponte caiu, mas ninguém foi condenado. Na altura, o ministro da Administração Interna, Jorge Coelho, pediu a demissão. Nos tribunais, foram absolvidos os seis técnicos acusados pelo Ministério Público.

As famílias das vítimas foram indemnizadas em 49 mil euros...

quinta-feira, 3 de março de 2011

Hoje no Nimas - Black Panthers - All power to the people


Na sessão de inauguração do ciclo contaremos com a presença de uma comitiva de Panteras Negras, disponível para falar sobre a sua experiência: EMORY DOUGLAS, Ministro da Cultura dos Panteras Negras; ROBERT KING, Pantera Negra, preso político na prisão de Angola – EUA ao longo de 27 anos em regime de solitária e BILLY X JENNINGS, Pantera Negra, historiador e responsável oficial do legado dos Panteras.


PROGRAMA
Quinta, dia 3 de Março, às 21.30
Sessão de abertura do ciclo com a presença dos convidados Robert King, Billy X Jennings e Emory Douglas
In the Land of the Free de Vadim Jean
Black Panthers – Huey! de Agnès Varda

O resto do programa e sinopses dos filmes aqui...

Frase da semana...

«O meu país tem oito séculos de história, não é subserviente com ninguém a não ser com o seu povo e com o que o povo tem a dizer

José Sócrates, após a sessão de beija-mão com Angela Merk...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Eu sou um crente, eheh...

O mesmo se aplica aos políticos...

A Bandeira de Portugal Rules...

Tenho esta bandeira desde 1998, mas foi no Euro 2004 que lhe dei mais "trabalho". No outro dia alguém andava perdido e não dava com o sítio onde moro. A solução foi telefonar para o telemóvel e dizer "procura a bandeira de Portugal a esvoaçar na janela". Era impossível não reparar numa enorme bandeira com as cores verde e vermelho a bailar ao sabor do vento. Acima de tudo sou um patriota. Mas atenção, não confundir patriotismo com nacionalismo...

Obrigado pela visita Mano...


Desta vez a mer** do vulcão não te impediu de vires a Portugal. Sei que quando vens o tempo é pouco e agradeço que tenhas disponibilizado algum desse valioso tempo para me visitares. Agora que sabes onde moro, aparece quando quiseres. Obrigado pelo jornal norueguês de 17 de Abril de 2010, pois tem um grande significado para mim e penso que para ti também. Forte abraço Mano, tu estás cá dentro...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Karol Wojtyla, ou simplesmente João Paulo II...


No outro dia fui ao Tivoli ver o musical Wojtyla, que conta com histórias verídicas, testemunhos da vida de quem se cruzou com Karol Wojtyla e o seu respectivo impacto na existência dessas pessoas. Momentos decisivos ou de pura diversão permitiram assim dar a conhecer a essência de João Paulo II como jovem e como homem, bem como exemplo de alegria, perseverança e bondade. Para além do texto ter infelizmente muitos "clichés", consegue de uma forma honesta mostrar quem foi Karol Wojtyla. Poucos conseguirão "arrastar" mais de um milhão de jovens vindos dos quatro cantos do mundo só para ver uma pessoa, mas Wojtyla conseguiu. Outro espectáculo dentro do espectáculo, foi uma experiência sociologica interessante pelas pessoas que foram assistir ao musical bem como a maneira como se comportavam e interagiam entre si. E mais não digo...

PERSEPOLIS, um filme obrigatório...


Ontem cheguei a casa e o filme já tinha começado a dar no canal 2 (infelizmente os bons filmes dão em canais pouco vistos e a horas proibitivas), mas não resisti e tive que o ver até ao fim mais uma vez. O filme permite-nos conhecer como o Irão se tornou no que é hoje e como as "revoluções" que estão acontecer no Egipto, Líbano, Líbia, Tunísia, Jordânia, Síria, Arábia Saudita... se podem a vir a transformar. Desejo intimamente que não.

Explica-nos ainda de uma forma clara o que é o amor, a amizade, a rebeldia, a liberdade, a dignidade, mas também a injustiça, a vergonha, a tirania, a ignorância e o fundamentalismo.

"Mantém-te integro a ti mesmo", "É o medo que nos faz perder a nossa consciência. Também é ela que nos transforma em cobardes"...





sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Deixa estar que eu chupo...



Os lucros da Galp em 2010 atingiram os 306 milhões de euros, registando um crescimento de 43 por cento relativamente a 2009. São 840 mil euros por dia...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Filme - Exercito Vermelho Unido...


O filme de 190 minutos "impressionou-me" e "incomodou-me" tanto que estive quase, quase para sair da sala. Se isso tivesse acontecido seria a primeira vez. Sempre gostei dos filmes nipónicos, mas este e simplesmente fabuloso. Ate onde pode e chega o fanatismo, o ultra radicalismo...

Um filme que retrata um caso que ficou na História como "incidente Asama-Sanso", ocorrido entre os dias 19 e 28 de Fevereiro de 1972, no Japão. A acção é contada em três actos: começa com uma retrospectiva histórica do movimento estudantil do Japão dos anos 1960 e início dos anos 1970, utilizando imagens de arquivo e voz off; o segundo acto segue a formação do grupo para os campos de treino de montanha no sul dos Alpes japoneses mostrando os seus métodos implacáveis. O terceiro mostra a divisão do grupo após a fuga de dois membros, seguindo um grupo de cinco deles para Karuizawa, a tomada de reféns durante nove dias que causou a morte a várias pessoas e os consequentes confrontos com a polícia. Realizado por Kôji Wakamatsu, um "documentário ficcional" que mistura imagens de arquivo, relatos históricos e recriações ficcionais com actores, sobre os métodos terroristas do chamado Exército Vermelho japonês num episódio que marcou a História do país.