sexta-feira, 29 de abril de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Amanhã começa a feira do livro de Lisboa. Este é um dos meus livros favoritos, Cervantes és buéda Grande...
Se pensam que já nada vos pode surpreender, têm mesmo que ler este livro cheio de humor do mais refinado que possam imaginar...
Hoje estou numa de livros...
Adquiri estas biografias com o jornal expresso. Três personagens que marcaram o século passado e que continuam a marcar o século XXI. Diferenças entre eles? Cada um nasceu em continentes diferentes, Ásia (India), América (América do Sul) e África (África do Sul). Cada um lutou de forma diferente, um através da não-violência, outro através da luta armada e outro depois de ter envergado pela violência, optou pela insurreição pacífica. As diferenças mantêm-se. Um foi assassinado, outro foi fuzilado o outro ainda resiste. Mas então em que é que eles são iguais? Estes três Homens acreditavam num mundo melhor, no mundo mais justo e num mundo mais equitativo; e é claro indignaram-se, tomaram a liderança e mesmo com sacrifícios pessoais, lutaram contra o poder vigente na altura e no final venceram. Venceram porque acreditavam inabalavelmente que o Homem é um ser livre e que pode ser melhor...
Devemos ler de tudo um pouco e assim o fiz, adquiri dois livros totalmente opostos...
Salazar - Biografia Política é a primeira biografia académica escrita sobre Salazar. O autor, Filipe Ribeiro de Meneses, é um investigador português a leccionar actualmente na University of Ireland, na Irlanda: «...as consequências das decisões de Salazar eram sentidas por povos na Europa, África e Ásia. Salazar reconfigurou a política portuguesa, embora não tivesse partidários pessoais nem estivesse disposto a cortejar a opinião pública para os conquistar. Guiou o seu país através do campo minado da diplomacia e política da Guerra Civil de Espanha e da II Guerra Mundial, emergindo incólume da última, não obstante as suas idiossincráticas alianças políticas e a sua neutralidade em tempo de guerra. Sob Salazar, Portugal foi membro fundador da NATO e da EFTA e diligenciou no sentido de se associar à CEE.
Simultaneamente, recusou-se a aceitar a inevitabilidade da descolonização, mantendo as suas colónias africanas e asiáticas e desenvolvendo uma aliança flexível com a Rodésia e a África do Sul para proteger as suas mais preciosas possessões, Angola e Moçambique. Quando Salazar saiu de cena, Portugal era alvo de críticas infindáveis nas Nações Unidas e perdera para a União Indiana o grandiosamente intitulado Estado Português da Índia, mantendo todavia a sua atitude de desafio perante o resto do mundo.»
«A minha longa vida deu-me uma série de motivos para me indignar».
Quem escreve é Stéphane Hessel, 93 anos, herói da Resistência francesa, sobrevivente dos campos de concentração nazis e um dos redactores da Declaração Universal dos Direitos Humanos. É com a autoridade moral de um resistente inconformado e de um lutador visionário que Stéphane Hessel nos alerta, neste breve manifesto, para o facto de existirem hoje tantos e tão sérios motivos para a indignação como no tempo em que o nacionalsocialismo ameaçava o mundo livre. Se procurarmos, certamente encontraremos razões para a indignação: o fosso crescente entre muito pobres e muito ricos, o estado do planeta, o desrespeito pelos emigrantes e pelos direitos humanos, a ditadura intolerável dos mercados financeiros, a injustiça social, entre tantos outros. Aceitemos o desafio de Stéphane Hessel, procurando neste livro e no mundo que nos rodeia os motivos para a insurreição pacífica, pois "cabe-nos a todos em conjunto zelar para que a nossa sociedade se mantenha uma sociedade da qual nos orgulhemos."
terça-feira, 26 de abril de 2011
Um Grande Português e um Grande Transmontano...
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...).
Uma burguesia, cívica e políticamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...).
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, como da roda duma lotaria.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)".
Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896
Ps: isto foi gentilmente "retirado" do blog Munus Público, beijinhos Leninha filha...
Obrigado pelo convite. Paulo és Grande...
Ontem recebi a seguinte mensagem, "boa tarde camarada, gostava de o encontrar esta tarde no desfile e beber um copo consigo para brindar à liberdade e à amizade".
Posto isto lá fui eu para a Av. da Liberdade celebrar o 25 de abril, a liberdade e a amizade. Passado algum tempo vem um jornalista ter connosco e abordou-me com o objectivo de me fazer uma curta entrevista. Diz que está em Portugal desde outubro a cobrir a crise no nosso país. Diz ainda que trabalha para tipo a "agência lusa" espanhola. A questão que me colocou foi "valeu a pena fazer o 25 de Abril"... se valeu a pena?! Ao contrário de Otelo Saraiva de Carvalho eu acredito que valeu apena. Mas a melhor parte da conversa com o jornalista espanhol foi após a filmagem. Falámos sobre Portugal , sobre a Espanha, sobre a Europa e sobre o euro. Percebia-se que ele estava muito bem informado e que era conhecedor da situação do nosso país. Despedimo-nos, pediu-me o e-mail e ficou de me enviar o link da entrevista. Depois de me afastar com o grande Paulo, comecei a pensar o porquê de me ter escolhido a mim. E tinha estampada a resposta no corpo. Com esta t-shirt espectácular qual é o jornalista que resiste, eheh...
Camarada Catarina esta é para ti, espero conhecer-te brevemente...
"Como chamá-los"
Os olhos incrédulos fixados no ecrã… os ouvidos sujados pelas palavras de um qualquer pequeno ditador a falar no superior interesse da Nação… dizia ele “hoje decidi pedir ajuda externa”.
Os que esperaram quarenta minutos com a garganta seca e com as peles da testa a retraírem-se, murmuravam “como foi isto possível…”.
Uma Nação de joelhos e de cabeça curvada como o condenado à guilhotina, destituído de qualquer direito ou vontade. É assim que ficamos perante os abutres de cabeça vermelha empolada a ruborizarem-se ainda mais com as notícias e cujos bicos disformes soltam o hálito quente e podrido da ganância. A Troika, expressão russa que designa três cavalos em linha puxando um trenó ou carroça, foi como os abutres se baptizaram. Afinal agora sabemos que os cavaleiros do apocalipse não são quatro…
Mentiras, falsidades, falácias, chamem-lhe o que quiserem… mas foi o que escutámos durante mais de vinte e cinco anos.
Todos são culpados, todos são responsáveis, todos durante anos agiram por superior interesse da Nação. Nação? Saberão eles o que significa Nação?!
Parolos, criaturas repugnantes que deviam ter sido atiradas a um qualquer balde de latrina conspurcada, juntamente com os seus semelhantes; os dejectos decompostos, aquecidos e desfeitos pelos primeiros raios de calor da primavera.
Perdoem-lhes as mães que elas não têm culpa. Infelizmente o aborto devia ser permitido não até às 10 semanas, mas em alguns casos, devia ser prolongado até aos cinquenta e três, ou mesmo até aos setenta e um anos…
Diz-se que se deve chamar os bois pelo nome. Mas como posso chamá-los?
Chamar-lhes de vermes é ofensivo para os próprios vermes, pois eles merecem mais do que rastejar na lama e chafurdar nas águas estagnadas na qual a Nação está atulhada.
Talvez lixo? Lixo também não me parece correcto, pois até o lixo pode ser reciclado para se criar algo puro, belo e útil a todos.
Então o que lhes chamar, como os classificar? De pessoas? De compatriotas? Não me parece justo, nem apropriado, pois não se comportam como tal.
Não é fácil classificá-los. Até o imundo mundo das fezes está claramente classificado, mas eles não. Penso que Asco é mais exacto e preciso. O Asco está associado a coisas que são percebidas como sujas, incomestíveis e infecciosas. Eles são os únicos que se enquadram na perfeição nesta definição. Serão chamados de Asco!
Coisas que são percebidas como sujas… Por mais assessores de imagem, maquilhagem, fatos feitos por medida e branqueamentos dentários, sente-se, vê-se e cheira-se a sujidade. Sujidade moral, ética, política, mas principalmente tresanda-se a sujidade social. Durante anos e décadas, enlodaram-nos com os seus interesses pessoais medíocres, pacóvios e mesquinhos. Alguns sofreram mais do que os outros. Basta ver o resto da Nação que vive/sobrevive no dito interior. Um fratricídio que contínua a fazer vítimas. Nesse dito interior da Nação, os velhos morrem, os jovens partem e às poucas crianças que vão nascendo é-lhes dada duas opções. Partir ou morrer! Fratricídio digo eu. Progresso e desenvolvimento dirão eles, o Asco.
Para eles, o Asco, não existe passado, nem presente, apenas futuro e fuga para a frente. A memória é coisa de fracos e que não serve o superior interesse da Nação.
Coisas que são percebidas como incomestíveis… Se depois do aborto o Asco fosse lançado para um balde de latrina, ninguém os comeria. Nem mesmo os necrófagos pois também estes não comem qualquer coisa.
Coisas que são percebidas como infecciosas… Qual penicilina! Durante décadas escaparam à depura e à expurga. Durante décadas o Asco disseminou-se e contaminou outros com as mesmas ideias de interesses pessoais medíocres, pacóvios e mesquinhos. Apeçonhentaram outros a mentir, a enganar e penhoraram a vida, as expectativas e as esperanças de terceiros. Ai de quem negar que eles, o Asco, são infecciosos. A infecção é tão grande e tão profunda que tem pus quente de cor esverdeada e de cheiro fétido que gangrenou uma Nação inteira. Infecciosos são eles e uma Nação de joelhos ficou. Até os olhos estão a ficar opacos e a perder a vontade de lutar… e a esperança foi-lhes reduzida a um quase nada, tão frágil como o último suspiro.
Eles, o Asco, agiram sempre com o superior interesse da Nação. Devemos-lhes estar gratos? Mas se assim é porque é que não sinto gratidão? Porque é que não me rejubilo? Porque é que sinto asco pelo Asco? Porque é que quando eles enchem a boca corrompida pelo engano para dizer “o superior interesse da Nação”, isso me provoca náusea? Porque a náusea é uma defesa do organismo. É a preparação para o vómito e a expulsão de substâncias que podem estar a causar problemas ao organismo. Afinal está explicado, estou a combater a infecção.
Desprezíveis sejam as fezes húmidas dos cães que repousam nos passeios e se colam com resiliência às solas dos sapatos, pois também eles, o Asco, são desprezíveis. Animai-vos, aquecei os fornos e aguentai o espasmo violento desse último vómito que expele a infecção maligna provocada por eles, o Asco. Pegai numas pás bem grandes e atirai-os para os fornos das incineradoras. Já o velho Ancião lá para os lados do Marão dizia, “se o Asco queres vencer, fritai-os em óleo bem quente e derramai-o num solo ermo e desprovido de vida, para o fazeres desaparecer...”
Camarada Catarina esta é para ti, espero conhecer-te brevemente...
"Os Nojistas"
Após observar uma latrina conspurcada, cheguei a casa e sentei-me à secretária vergado pela vontade… tempo, tempo, tempo... parece-me faltar, ou talvez não o esteja a aproveitar… os dias passam e o descontentamento é crescente, bem como o pensamento que me martela na mente… mudança, mudança, mudança… martela a marreta da consciência. Como pode ser dolorosa a consciência, a crítica, a reflexão… dia após dia a injustiça desavergonhada, fraude clamorosa, embuste surreal, mentira descarada… “o futuro está a saque!” sussurro eu.
Enquanto uns vivem agarrados ao passado e outros tentam sobreviver no presente, existe uma espécie que saqueia o futuro. Eles não descendem directamente do Ser Humano, mas sim do bolor que floresce nos dejectos excrementosos. Eles auto intitulam-se Dirigentes, outros Lideres ou ainda Governantes. Penso que algo que se desenvolve e cresce dos dejectos excrementosos, se devia chamar Nojio. Nos tempos que correm penso mesmo que não vivemos no democratismo… pois ao inalar o seu cheiro pútrido digo alto e em bom som “vivemos no Nojismo!”
Corrente política criada pelos Nojistas, que para além de viver à conta da propaganda, da imagem, do faz que não faz e do não faz que faz. Vive ainda do sentimento fácil e da mentira de perna curta, do trabalho de muitos em prol de alguns…
A vergonha para os Nojistas é como o papel higiénico, pode sempre comprar-se mais!
Como as fezes contaminam a água imaculada dos sanitários, também os Nojistas nos contaminam com as suas dissimulações, as suas falsidades e os seus discursos diarreicos, ricos em peçonha e pobres em integridade…
Pão e circo como na Antiga Roma. Com pão e com circo, nem o fedor quente e húmido da matéria corpórea que os Nojistas expelem pela boca, vinda dos seus estômagos grandes e fartos, incomodam aqueles que dizem baixinho “não sei, nem quero saber”, “não é nada comigo”, “são todos iguais, pelo menos estes roubam, mas fizeram alguma coisa.”
Ataviados eles andam, bem montados em seus cavalos. Nação abaixo, nação acima pelas auto-estradas vai-se mais rápido, mas pouco ou ninguém se vê! Por essas belas estradas, muito se contempla e o aroma é bem mais fresco e sadio. Mas quem da trampa nasce, na trampa quer estar. Nem que para isso o trabalhador e o justo, tenham que lesar… palavras sábias as de um Velho Ancião lá para os lados do Marão.
Conta-se que os Nojistas são bom adubo para a terra… é verdade sim senhor. Desde então a terra tem sido rica em desigualdades, pobreza, miséria, injustiça, fome… diz o Velho Ancião lá para os lados do Marão que os Nojistas deitados à terra, ficam com as raízes mais profundas que um tumor. Estes sugam a esperança, a determinação, a alegria, os sonhos e em último estádio a vontade de lutar…
Só parece existir uma solução! É ter o olfacto bem apurado e o ouvido bem aguçado. E quando sentirem o odor fétido e repugnante dos Nojistas excrementosos, bem como o seu falar borbulhante e gargarejante, desconfiem!
Se te dizem “vamos dar mais”, cuidado que te vão tirar!
Se te dizem “vamos tirar”, cuidado que te vão tirar o dobro do que te disseram!
Se te dizem “queremos a mudança”, cuidado que vem ai mais do mesmo!
Se te dizem “contamos contigo”, cuidado que vais ser esquecido!
Se te dizem “a crise acabou”, cuidado que ela vai começar!
Aqui quem muda é a merda, porque as moscas são sempre as mesmas…
Se os Nojistas queremos fazer desaparecer, só há uma maneira de o fazer. Pega numa pá bem grande e ao escaravelho dá-los de comer! Assim falou o Velho Ancião lá para os lados do Marão…
domingo, 24 de abril de 2011
25 de Abril Sempre...
Um HOMEM dirigia-se assim aos militares: "Há diversas modalidades de Estado: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou! Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto. Quem é voluntário sai e forma. Quem não quiser vir não é obrigado e fica aqui." Salgueiro Maia és grande...
Amanhã lá estarei a descer a Avenida da Liberdade comemorando o 25 de Abril. Tráz um amigo também...
terça-feira, 19 de abril de 2011
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