"Afastar muitos para longe do rebanho, foi para isso que eu vim!" Nietzsche

quarta-feira, 4 de maio de 2011

E eu a pensar que só tinha o empréstimo da casa para pagar...

Palhaço: formalmente, é o sujeito que pinta a cara e faz piruetas por uns trocados no circo. Informalmente, é alguém otário, ou alguém sacana..


 Como é que um primeiro-ministro que faz hoje um mês jurava aos portugueses que não governaria com o FMI por isso ser contrário aos interesses nacionais se congratula agora, em comunicação ao País, por ter celebrado um "bom acordo" com o FMI?

PS: NENHUM jornal foi autorizado ontem a fazer fotografias da importante comunicação ao país do primeiro-ministro José Sócrates. A decisão foi, mais uma vez, só haver fotografias feitas pelo fotógrafo oficial do gabinete do primeiro-ministro, Ricardo Oliveira. Decisão inaceitável a todos os títulos, apesar de nenhum jornal se atrever hoje a referi-la. Alguns jornais escondem mesmo tratar-se de fotos oficiais – o Público assina a foto como sendo da AFP, o Correio da Manhã como sendo da Lusa. Uma “conferência de imprensa” (como lhe chamou o primeiro-ministro) sem fotógrafos (e já agora sem perguntas) é uma conferência de imprensa? Ou apenas a confirmação de que o jornalismo português está de joelhos?


Obama Way! O Mundo ficou mais seguro...!?

terça-feira, 3 de maio de 2011

O Quarteto, agora o Saldanha Residence. F***-**, granda M****. Um gajo qualquer dia já não conseguer ver cinema de qualidade. Fiquei mesmo chateado...




As quatro salas de cinema Medeia no Saldanha Residence serão encerradas.

A decisão foi divulgada num comunicado publicado na página oficial do Facebook da Medeia Filmes, onde se refere que “face ao actual panorama da distribuição e exibição, marcado pelas inegáveis desigualdades estimuladas pelos grandes grupos, a Medeia Filmes tomou a decisão difícil de encerrar as quatro salas de cinema”. O mesmo comunicado adianta ainda que esta decisão se deveu à”obrigatoriedade de investimento na digitalização, somada aos contratempos inerentes à concorrência dos grandes grupos de exibição”.

Apesar desta decisão a Medeia realça que se irá manter a “aposta de qualidade no cinema independente e nas cinematografias menos divulgadas no nosso país”. Continuará também a exibição de obras em exclusivo (como foi o caso de Lola, de Brillante Mendoza). Apesar do encerramento das quatro salas de cinema, os assinantes do Medeia Card continuaram a ter garantida uma “programação atenta e cuidada”.

A Medeia adiantou também que manterá a aposta no Espaço Nimas, o qual integrou recentemente a Festa do Cinema Italiano e que em Julho receberá uma retrospectiva da obra de Ingmar Bergman. Sob a alçada da Medeia mantém-se ainda, em Lisboa, os cinemas Monumental, Fonte Nova e King.

Amanhã ficaremos a saber o que a Troika decidiu, mas o Já Mandas Não diz-vos hoje em primeira mão...


"Anda cá ao pai que o pai unta-te. Prometo que não vai doer, muito..."

É impossível ficar indeferente a este Homem (Non Abbiate Paura!)...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Amanhã começa a feira do livro de Lisboa. Este é um dos meus livros favoritos, Cervantes és buéda Grande...


Se pensam que já nada vos pode surpreender, têm mesmo que ler este livro cheio de humor do mais refinado que possam imaginar... 

Amanhã começa a feira do livro de Lisboa...


Clint Eastwood és Grande...

Como a feira do livro de Lisboa começa amanhã e porque devemos ler de tudo um pouco, aqui ficam algumas sugestões...








Amanhã começa a feira do livro de Lisboa. Obrigado pelo livro Sr. Carlos...

Hoje estou numa de livros...



Adquiri estas biografias com o jornal expresso. Três personagens que marcaram o século passado e que continuam a marcar o século XXI. Diferenças entre eles? Cada um nasceu em continentes diferentes, Ásia (India), América (América do Sul) e África (África do Sul). Cada um lutou de forma diferente, um através da não-violência, outro através da luta armada e outro depois de ter envergado pela violência, optou pela insurreição pacífica. As diferenças mantêm-se. Um foi assassinado, outro foi fuzilado o outro ainda resiste. Mas então em que é que eles são iguais? Estes três Homens acreditavam num mundo melhor, no mundo mais justo e num mundo mais equitativo; e é claro indignaram-se, tomaram a liderança e mesmo com sacrifícios pessoais, lutaram contra o poder vigente na altura e no final venceram. Venceram porque acreditavam inabalavelmente que o Homem é um ser livre e que pode ser melhor...

Devemos ler de tudo um pouco e assim o fiz, adquiri dois livros totalmente opostos...

Salazar - Biografia Política é a primeira biografia académica escrita sobre Salazar. O autor, Filipe Ribeiro de Meneses, é um investigador português a leccionar actualmente na University of Ireland, na Irlanda: «...as consequências das decisões de Salazar eram sentidas por povos na Europa, África e Ásia. Salazar reconfigurou a política portuguesa, embora não tivesse partidários pessoais nem estivesse disposto a cortejar a opinião pública para os conquistar. Guiou o seu país através do campo minado da diplomacia e política da Guerra Civil de Espanha e da II Guerra Mundial, emergindo incólume da última, não obstante as suas idiossincráticas alianças políticas e a sua neutralidade em tempo de guerra. Sob Salazar, Portugal foi membro fundador da NATO e da EFTA e diligenciou no sentido de se associar à CEE.

Simultaneamente, recusou-se a aceitar a inevitabilidade da descolonização, mantendo as suas colónias africanas e asiáticas e desenvolvendo uma aliança flexível com a Rodésia e a África do Sul para proteger as suas mais preciosas possessões, Angola e Moçambique. Quando Salazar saiu de cena, Portugal era alvo de críticas infindáveis nas Nações Unidas e perdera para a União Indiana o grandiosamente intitulado Estado Português da Índia, mantendo todavia a sua atitude de desafio perante o resto do mundo.»


«A minha longa vida deu-me uma série de motivos para me indignar».

Quem escreve é Stéphane Hessel, 93 anos, herói da Resistência francesa, sobrevivente dos campos de concentração nazis e um dos redactores da Declaração Universal dos Direitos Humanos. É com a autoridade moral de um resistente inconformado e de um lutador visionário que Stéphane Hessel nos alerta, neste breve manifesto, para o facto de existirem hoje tantos e tão sérios motivos para a indignação como no tempo em que o nacionalsocialismo ameaçava o mundo livre. Se procurarmos, certamente encontraremos razões para a indignação: o fosso crescente entre muito pobres e muito ricos, o estado do planeta, o desrespeito pelos emigrantes e pelos direitos humanos, a ditadura intolerável dos mercados financeiros, a injustiça social, entre tantos outros. Aceitemos o desafio de Stéphane Hessel, procurando neste livro e no mundo que nos rodeia os motivos para a insurreição pacífica, pois "cabe-nos a todos em conjunto zelar para que a nossa sociedade se mantenha uma sociedade da qual nos orgulhemos."





terça-feira, 26 de abril de 2011

Um Grande Português e um Grande Transmontano...



"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...).

Uma burguesia, cívica e políticamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...).

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, como da roda duma lotaria.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)".

Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896

Ps: isto foi gentilmente "retirado" do blog Munus Público, beijinhos Leninha filha...

Ó sócio cantas bem mas não me encantas, epá estou concentradissimo...