"Afastar muitos para longe do rebanho, foi para isso que eu vim!" Nietzsche

sábado, 9 de julho de 2011

Hadewijch "ninguém vive sem amor..."


Título original:Hadewijch
Género:Drama
Classificação:M/12
Outros dados:ALE/FRA, 2009, Cores, 105 min.

Céline (Julie Sokolowski) é uma jovem francesa com convicções religiosas muito profundas que procura guarida num convento. No entanto, a sua fé é de tal maneira extrema que acaba por ser afastada pela própria madre superiora, que considera que ela tem de viver primeiro a sua própria vida antes de poder tornar-se freira. Desajustada do mundo, Céline acaba por conhecer Nassir (Karl Safaradis) e Yassine (Yassine Salime), dois irmãos muçulmanos cuja visão de Deus é, tal como a dela, excessiva e desfocada. E, convencida de que o amor a Deus tem de ser provado através de sacrifício, acabará arriscar a própria vida. Realizado por Bruno Dumont ("La Vie de Jesus", L'Humanité", "Flandres"), um filme sobre o fanatismo e o amor desesperado, cujo título faz referência a Hadewijch de Antuérpia, uma religiosa do séc. XIII, cujo amor místico a Deus era sentido e experienciado de uma maneira quase carnal.
PS: se alguém sabe o nome do grupo que toca no jardim à noite, diga-me. Adorei...




sexta-feira, 8 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

É curioso que as agências de notação financeira tenham pecado por defeito, em 2008, e estejam agora a pecar por excesso. Usa-se, Abusa-se e depois Deita-se fora...



A Moody's anunciou em comunicado que colocava o rating da CP, Refer, Parpública e RTP, ao nível B1, o do 'lixo' (junk), e todas comperspectiva negativa.

A revisão em baixa para o nível B1 acontece depois de a Moody's ter cortado hoje de manhã o rating da dívida garantida de alguns bancos portugueses. Caixa Geral de Depósitos e BES viram o seu rating cortado em três níveis - para "lixo". BCP e Banif já são também considerados investimento de "alto risco", ou seja, "lixo".

De acordo com o documento da Moody's, a dívida garantida do BES e a CGD desceram do nível Baa1 para Ba1, enquanto os ratings da dívida do BCP e do Banif passaram de Baa1 para Ba2.

O corte no rating dos bancos, por sua vez, vinha na sequência do corte, anunciado na terça-feira também pela Moody's, da dívida de longo-prazo da República Portuguesa em quatro níveis de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de 'lixo'.

A descida do rating de Portugal foi ontem criticada por todas as instituições portuguesas, pelos partidos políticos e até pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.






Pode-se não concorda com todos os seus ideais, mas para mim morreu mais um David do nosso Portugal... Até sempre vizinha!



"Nada me Faltará" o último artigo de Maria José Nogueira Pinto no DN.

Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.
Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.
Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.
Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.
Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.
Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência.
Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação.
Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários.
A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi--a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD.
Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati- -me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN.
Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.
Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.
Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Heloísa Apolónia sempre muito assertiva...

Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH), mais um negócio da China que vai custar caro a muitos para encher o bolso a alguns...



As novas concessões para construir e explorar as nove barragens previstas no Programa Nacional  de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) + Sabor + Ribeiradio não só transformarão os últimos rios livres do pais em lagos poluídos e ecologicamente degradados, como vão custar caro aos bolsos de todos nós. O governo dá a entender que os custos das novas concessões serão suportados pelos `privados´ – EDP, IBERDROLA e ENDESA.  Mas o argumento de que o PNBEPH seria um “investimento privado” é falso: em última análise, é sempre o consumidor-contribuinte que paga, como se constata com a revelação dos encargos reais destas concessões. As novas grandes barragens requerem um investimento de 3600 M€, implicando custos futuros com horizontes de concessão até 75 (setenta e cinco) anos. Somando ao investimento inicial os encargos financeiros, manutenção e lucro das empresas eléctricas, dentro de três quartos de século as nove barragens terão custado aos consumidores e contribuintes portugueses não menos de 7000 M€ – mais um encargo brutal em cima dos que já se anunciam por força da crise e em cima dos custos de deficit tarifário eléctrico que neste momento atinge cerca de 1800 M€.Inutilmente! A mesma quantidade de electricidade que as barragens viriam a gerar pode ser poupada com medidas de uso eficiente da energia, na indústria e nos edifícios, com investimentos 10 (dez) vezes mais baixos, na casa dos 360 M€, com períodos de retorno até três anos, portanto economicamente positivas para as famílias e as empresas. Mas certamente sem as concessões destas barragens o Governo não arrecadaria 624 milhões de euros, que foram utilizados como receita extraordinária para reduzir pontualmente o défice orçamental.Quanto ao argumento da necessidade das novas barragens para armazenar a energia eólica recorrendo à bombagem hidroeléctrica, é igualmente falso. Com as centrais de bombagem existentes ou em construção, já temos mais de 2500 MW disponíveis, muito além do que o próprio PNBEPH afirma ser necessário, mesmo com o aumento da geração da eólica.

Muitos Parabéns e KKM*...

O novo governo começa a mostrar finalmente as unhas e a fazer o que eles chamam "ir mais além" da Troika...


O ministro da Solidariedade Social, Pedro Mota Soares, garantiu esta sexta-feira que 80 por cento dos pensionistas, cerca de 1,4 milhões, não serão atingidos pelo novo imposto sobre o subsídio de Natal.

Vejam lá que boa notícia o Pedro "Lambreta" Soares nos veio dar. Que 80 por cento dos pensionistas, 1,4 milhões, ganham menos que o ordenado mínimo. Só as pensões mais elevadas, por exemplo as que ganham a fortuna de 500 euros, essas sim já terão de pagar. Não satisfeito com isso ainda se lembrou de referir no mesmo discurso que “Pagar pensões elevadas não é protecção social, é gestão de fortunas” .

terça-feira, 21 de junho de 2011

Já se começa a preparar os serviços para os cortes do novo titular do Ministério da Saúde, Paulo Macedo?...


O novo da Saúde, Paulo Macedo, actual administrador do BCP, deixou a sua marca no Governo de Durão Barroso em 2004, quando a então ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite o convidou para director-geral dos Impostos.

A sua comissão de serviço terminou três anos mais tarde, tendo o seu nome sido envolvido em polémica nos últimos meses do mandato enquanto director-geral dos Impostos devido à remuneração que auferia no momento da requisição ao BCP (cerca de 23 mil euros). Esta polémica aconteceu depois ter sido aprovado o Estatuto de Pessoal Dirigente da Função Pública, que impedia a existência de salários superiores aos do primeiro-ministro.

A única ligação de Paulo Macedo ao sector da Saúde está ligada ao BCP, onde é administrador, por exemplo, da Médis, a empresa que gere seguros de saúde.

Paulo Macedo é vice-presidente do conselho de administração várias empresas do grupo BCP, desde a fundação do grupo à Millennium BCP Ageas, Médis, Ocidental e Pensões Gere.

O novo ministro da Saúde inicia a sua ligação ao BCP em 1993, na direcção da unidade de marketing estratégico, da secção comercial de cartões de crédito, da rede de comércios e empresários e no gabinete do euro no centro corporativo.

Entre 1998 e 2000 foi administrador da Comercial Leasing, seguindo-se o Interbanco e a Médis.

Em 2007, após terminado o período na direcção-geral dos Impostos, foi para director-geral do BCP, do qual detém mais de 271 mil acções, segundo dados de 17 de Maio deste ano.

Nascido em Lisboa a 1963, é vogal do conselho de supervisão da Euronext e faz parte do conselho do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), pelo qual obteve a licenciatura em Organização e Gestão de Empresas, em 1986.

Na sequência da sua formação inicial, foi assistente estagiário no ISEG, em simultâneo com trabalho na divisão de Consultoria Fiscal na Arthur Andersen (antes de esta se ter fundido com a Deloitte), tendo continuado como professor do instituto da Universidade Técnica de Lisboa e no programa de MBA da AESE.










Afinal vai ficar. Mais uma vez, pouco vale a sua palavra. Tantas criticas aos políticos, tão pouca autoridade para os criticar...


Fernando Nobre queria, com o mesmo direito que assiste a qualquer cidadão com mais de 35 anos, ser presidente. Só não chegaria a Belém se alguém lhe desse um tiro na cabeça. Ninguém lhe deu um tiro na cabeça. Foram só os eleitores que não lhe deram os votos.

Depois das eleições, Fernando Nobre prometeu que não ocuparia nenhum lugar oferecido por um partido. "Não aceito nenhum cargo partidário ou governativo. Está assente, determinado, não volto atrás." Deidicar-se-ia à cidadania. Não foi preciso passarem muitos meses para voltar atrás no que estava assente e determinado. Aceitou ser cabeça de lista do PSD por Lisboa. E como não é com pouco que se arranca um homem como Nobre da sua paixão pela cidadania, a candidatura vinha, coisa inédita, com a promessa pública de ocupar o lugar de presidente da Assembleia da República.

Um lugar que nunca lhe poderia ter sido oferecido previamente: dependeria, caso o PSD não tivesse maioria absoluta, dos votos de outros. É verdade que a praxe manda eleger o candidato do partido mais votado. Mas nem é costume esse candidato vir decidido à partida, independentemente da composição do parlamento - e de se saber se há uma maioria que não tenha objeções de consciência contra o nome proposto -, nem é teimar-se num nome que, desde o princípio, se sabe que não vai passar. E sabia-se que Nobre dificilmente passaria. O CDS não tinha obrigação de apoiar os truques espertos pré-eleitorais de Passos Coelho. Os outros partidos ainda menos.

Os deputados não estão obrigados a eleger um presidente que fez toda uma campanha exibindo o seu desprezo por eles e que, ainda por cima, não tem nenhuma prova dada para ocupar o lugar. Independentemente da simpatia que se tenha pelos anteriores presidentes, há alguma comparação entre Fernando Nobre e Jaime Gama ou Mota Amaral? Não têm os deputados o direito de querer manter alguma repeitabilidade em já tão desprestigiada instituição?

Não me espanta que Nobre se tenha sujeitado a esta humilhação. Quem faz toda uma campanha baseada no mais rasteiro dos populismos contra os partidos e os políticos e depois se pendura num partido para alimentar o seu ego; quem diz e escreve o que Nobre disse e escreveu sobre política internacional e depois apoia um governo que tem um dos maiores defendores da guerra do Iraque como ministro dos Negócios Estrangeiros; quem faz uma campanha com um discurso social de "esquerda" e depois concorre nas listas do mais ultraliberal dos dirigentes partidários; quem promete que não aceita lugares e ao fim de poucos meses os aceita já perdeu há muito tempo o respeito pela sua própria imagem pública.

Disse, antes das eleições: "se não for eleito presidente da AR, renuncio de imediato". Afinal vai ficar. Mais uma vez, pouco vale a sua palavra. Tantas criticas aos políticos, tão pouca autoridade para os criticar.

O fim desta história é uma lição de vida: a extraordinária vaidade de Nobre acabou com a sua respeitabilidade pública. Deixa em mau estado a associação que dirigia para acabar como um deputado de quinta linha. A aventura megalómana de Nobre acabou, como era de esperar, sem glória. E a sua carreira, mesmo que ele não saiba, acabou aqui. Curta, como tinha de ser.

Publicado no Expresso Online, por Daniel Oliveira








Tomou posse o XIX Governo Constitucional. Mesmo estando apreensivo e algo desconfiado e mesmo não tendo votado neles, desejo-lhes boa sorte...



  • Primeiro Ministro - Pedro Passos Coelho
  • Ministro de Estado e das Finanças - Vítor Gaspar
  • Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros - Paulo Portas
  • Ministro da Defesa Nacional - José Pedro Aguiar Branco
  • Ministro da Administração Interna - Miguel Macedo
  • Ministra da Justiça - Paula Teixeira da Cruz
  • Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares - Miguel Relvas
  • Ministro da Economia e do Emprego - Álvaro Santos Pereira
  • Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território - Assunção Cristas
  • Ministro da Saúde - Paulo Macedo
  • Ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência - Nuno Crato
  • Ministro da Solidariedade e da Segurança Social - Pedro Mota Soares
  • Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros - Luís Marques Guedes
  • Secretário de Estado Adjunto do Primeiro Ministro - Carlos Moedas
  • Secretário de Estado da Cultura - Francisco José Viegas

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Hoje é dia de pagar 6 mil milhões de euros e de pedir mais mil milhões...


Mano já faltou mais! Forte abraço...

Festas de Santo António...


Este ano estive a festejar em Santa Engrácia, zona que conheço bem e que faz parte da minha saudosa adolescência. Foi bom regressar...


Este ano Alfama não ganhou as marchas de Lisboa, mas tive que passar por lá. Durante a nossa busca pelo Largo de São Miguel, digo "nossa" porque não estava sozinho nesta missão. Desde já um forte abraço ao Ricardo e ao Bruno pela noite de Santo António. Vocês estão cá dentro! Parámos numa banca para beber mais umas mines. Mines essas que têm um efeito secundário bem conhecido. Os dois generosos e solidários comunistas (pelo menos assim o afirmavam) que a troco de alguns euros nos deram as mines, deixaram-me usar a sua modesta mas preciosa casa de banho. Para eles um forte abraço...

José Sócrates não pondera ficar em Portugal?...



Um país que é, nas palavras do seu anterior Primeiro-ministro, repleto de oportunidades para os mais e menos jovens, que tem um sistema educativo de fazer inveja aos finlandeses e que disponibiliza aos contribuintes o melhor sistema de saúde do mundo, devia conseguir manter dentro das suas fronteiras um cidadão com as qualidades de Sócrates...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

No seu discurso do dia de Portugal, esse Grande Democrata de nome Anibal Cavaco Silva, abordou o interior. Devia dar-lhe uma diarreia borrante cada vez que proferisse a palavra interior...




Coisas  que escrevi anteriormente e que explicam o que penso do discurso de Cavaco Silva sobre o interior...

(...) O interior que foi entregue ao esquecimento e assistimos à migração de quase 35% da sua população... Passados quase 20 anos vai a Bragança agora como PR e pergunta «o que é que temos que fazer para que nasçam mais crianças nesta região?». A resposta é fácil, quando se deixa de investir e se retira o pouco que têm, como foi o caso da linha ferroviária Bragança – Mirandela, como ele fez quando era PM. A população desesperada começou a deslocar-se ou para o estrangeiro ou para o litoral onde ainda se vai encontrando alguma oferta de emprego. Posto isso, começam a fechar escolas, postos de correios, postos da GNR, dependências bancárias, pequenas e médias empresas... 

(...) Durante anos e décadas, enlodaram-nos com os seus interesses pessoais medíocres, pacóvios e mesquinhos. Alguns sofreram mais do que os outros. Basta ver o resto da Nação que vive/sobrevive no dito interior. Um fratricídio que contínua a fazer vítimas. Nesse dito interior da Nação, os velhos morrem, os jovens partem e às poucas crianças que vão nascendo é-lhes dada duas opções. Partir ou morrer! Fratricídio digo eu. Progresso e desenvolvimento dirão eles, o Asco.



Podia ser mais um caso de fuga de cérebros. Mas não é. É apenas uma fuga...