quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Isto também é violência? Quando for grande quero ser gestor não executivo...
Gestores não executivos recebem 7400 euros por reunião
Embora não desempenhem cargos de gestão, administradores são bem pagos. Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI--20, os administradores não executivos- ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.
Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.
O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria. Segue- -se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.
O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar--Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.
Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.
Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado. Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião.
Noticia retirada do jornal DN
terça-feira, 9 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
São deputados deste calibre que temos a representar-nos e a brincar às chamadas falsas...
A deputada do PSD, Joana Barata Lopes, protagonizou, esta manhã, uma pequena polémica durante a audição do presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), no Parlamento, assumindo que o grupo parlamentar fez uma chamada falsa para o 112 para testar a rapidez da resposta do serviço nacional de emergência.
Nome Completo
Joana Catarina Barata Reis Lopes
Data de Nascimento
16-03-1985
Habilitações Literárias
Frequência de Licenciatura em Direito, isso quer dizer o quê???
Profissão
Assistente Notarial
Comissões Parlamentares a que pertence
Comissão de Saúde [Suplente]
Comissão de Segurança Social e Trabalho
Alguém me quer explicar porque raio está esta senhora numa comissão de saúde...?
Ps: a imagem foi "retirada" desse grande blog we have kaos in the garden
Ps: a imagem foi "retirada" desse grande blog we have kaos in the garden
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Água a fonte da Vida...
As privatizações são o objectivo central deste governo. Porquê esta centralidade se as receitas que elas geram são uma migalha da dívida? Porque o verdadeiro objectivo delas é destruir o Estado Social, eliminar a ideia de que o Estado deve ter, como função primordial, garantir níveis decentes e universais de protecção social. Sujeitar os serviços públicos à lógica do mercado implica transformar cidadãos com direitos em consumidores com necessidades que se satisfazem no mercado.
Mas há privatizações e privatizações, e a privatização da água é a mais indecoroso de todas, porque põe em causa o próprio direito à vida.
Para muitos a 3ª Grande Guerra Mundial será devido a este bem essencial ao Homem, que é um bem comum da Humanidade. Um direito que está privado a cerca de um quarto da população mundial (1,5 mil milhões de pessoas). Sendo que todos os dias morrem cerca de 30 mil pessoas por doenças provocadas pela falta de água potável. Isto associado às graves e constantes alterações climáticas, o futuro não se apresenta brilhante.
Desde os anos 80 que o tsunami neoliberal fez com que muitos países privatizassem os sistemas de água. As consequências foram desastrosas. As tarifas subiram mais de 20 por cento; o investimento na manutenção das infra-estruturas diminuiu; a qualidade da água piorou; as poucas multinacionais que controlam o mercado mundial, ao preferirem as empresas do seu grupo, levaram à falência as empresas nacionais que forneciam os sistemas municipais; houve conflitos violentos, também mas não só, devido a cláusulas danosas nos contractos, conflito de interesses, corrupção, houve países em que era punido quem recolhe-se a própria água da chuva porque até essa pertencia ás empresas. Em vários países, as lutas populares mudaram as Constituições para garantir a água como bem público; iniciativas de cidadãos levaram à substituição das parcerias-públicas.
Este movimento não se limitou ao mundo menos desenvolvido. Por toda a Europa cresce o movimento contra a privatização da água e ele é forte nos países que tutelam hoje a política portuguesa, a França e a Alemanha. Paris remunicipalizou a gestão da água e na Alemanha numerosas cidades estão a remunicipalizar a gestão da água. Por tudo isto, o mercado da água entrou em refluxo. Assim se explica que a privatização da água não conste do menu das privatizações da Troika. Não é a última vez e não será a última que a política considerada inovadora pelo governo português, é, de facto, uma política retrógrada, fora de tempo. Mas este governo tem como orientação varrer da memória dos portugueses o 25 de Abril e o Estado Social que ele promoveu. Só os Portugueses o poderão travar através de lutas de democracia directa e participativa, tais como protestos, organizações cívicas, petições, referendos, e da litigação judicial.
O grupo Águas de Portugal não é um bom exemplo de gestão mas a solução não é privatiza-la: é refundá-lo…
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Filme que mostra como nasceu o Comando Vermelho. Interessante mas soube a pouco...
Um dos grandes articuladores do que se tornaria a facção criminosa Comando Vermelho, William da Silva, vai preso e mandado para o presídio de Ilha Grande, onde fica lado a lado com presos políticos. No meio de assaltos e conflitos com a polícia, formou-se um elo de amizade que geravam dívidas, que fazia com que os companheiros foragidos retornassem a ilha para libertar seus amigos. Baseado no livro autobiografico Quatrocentos contra um - A história do Comando Vermelho de William da Silva Lima
PS: a banda sonora é muito boa...
PS: a banda sonora é muito boa...
Temos que agarrar o touro pelos cornos...
No Corno de África, 12 milhões de pessoas passam fome. Há relatos de mães na Somália que se veem obrigadas a escolher os filhos para carregar até aos campos de refugiados. Deixam para trás os mais fracos, para tentar salvar os mais fortes. A alternativa é a morte de ambos.
Na Somália, a maior seca dos últimos 60 anos provocou um desastre humanitário e colocou 3,7 milhões de pessoas em risco de morrer à fome. Os médicos não conseguem evitar a morte de uma média de 50 crianças por dia.
Segundo revela a diretora do Programa Alimentar Mundial, Josette Sheeran, as crianças da Somália estão “em subnutrição avançada” e têm menos de 40 por cento de hipóteses de sobrevivência.
Mas o problema alastra-se ao Corno de África, onde 12 milhões de pessoas enfrentam risco de fome, se a comunidade internacional não se mobilizar de forma imediata. São necessários 200 milhões euros para enfrentar o problema nos próximos dois meses e mais mil milhões em 2012.
“Os efeitos da seca, da inflação e os conflitos provocaram uma situação catastrófica, que exige uma ajuda humanitária urgente e em massa”, alertou Jacques Diouf, diretor-geral da FAO, Fundo das Nações Unidas
Para a Alimentação e Agricultura.
Numa reunião extraordinária, que decorreu em Roma, Diouf revela que na Somália, Etiópia, Djibuti, Sudão e no Uganda há um drama que pode atingir proporções sem precedentes
Até quando poderemos tolerar a situação...?
O ódio aos ricos não costuma ser produtivo, em termos de luta social. Mas quando, ano após ano, lemos notícias como esta, é necessário parar para pensar. Com o crescimento económico negativo e uma dívida pública incomportável, como é possível os 25 mais ricos de Portugal terem aumentado a sua riqueza em 17.8%? Mas depois basta olhar para os nomes que constam da lista para percebemos: Américo Amorim conseguiu ganhar mais, não à conta dos seus investimentos na área da cortiça, mas por ser um dos principais accionistas da Galp. E todos os sabemos por que é que a Galp teve um crescimento brutal em 2010. Pelo menos, todos os que têm carro próprio. E os que não têm e andam de transportes. Depois, vemos na lista algumas das figuras que estão à frente de empresas de distribuição e cadeias de hipermercados. E também sabemos o que sucedeu o ano passado: a reabertura das grandes superfícies aos Domingos, e em alguns casos sem haver a justa compensação monetária aos funcionários. De resto, as cadeias de hipermercados são o exemplo perfeito de como a economia é vista em Portugal. De cada vez que uma grande superfície abre, lá sai o artigo da praxe nos jornais a noticiar a criação de não sei quantos postos de trabalho. O departamento de comunicação da grande empresa fez o que lhe competia, passando a informação aos media, mas os media recebem a informação passivamente, não tentando perceber o que se perdeu. Quantas lojas de comércio tradicional fecharam. Quantas pessoas perderam empregos em consequência desse encerramento. Qual a média dos ordenados pagos pelas grandes superfícies.
Quanto maiores forem as desigualdades sociais de uma nação, menos democrática ela é. Em 2011, Portugal é um país que caminha em direcção ao Terceiro Mundo. As classes média e baixa vão perdendo cada vez mais poder de compra; as classes mais altas vão acumulando mais riqueza. O capitalismo é isto, e é isto que troika quer, que a União Europeia prefere, que o Governo PSD/CDS vai incentivar. A velha história do Robin dos Bosques invertida. Roubar aos pobres para dar aos ricos. Até quando poderemos tolerar a situação?
PS: Texto retirado do Blog "Arrastão"
sábado, 23 de julho de 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)











