"Afastar muitos para longe do rebanho, foi para isso que eu vim!" Nietzsche

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Os funcionários da AR serão funcionários publicos? Os cortes dos subsídios afinal não são para todos. Mas a malta é serena...





Os funcionários da AR serão funcionários publicos?

A resposta não passará pelos critérios de austeridade, senão vejamos na pagina 2 do Orçamento para 2012, a rúbrica: Despesas com Pessoal . 01.01.14 - Subsídios de férias e de Natal (SAR)...
 
Ps: Obrigado C.P pela dica...
 



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Grande Sound System (29)... Ramones os mais Punks do mundo...



O refrão (Hey ho, let's go/ Hey, ho! Vamos lá!) desta música devia servir para mobilizar os portugueses prá luta...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Entrevista de António Lobo Antunes à RTP. Vale a pena ver e escutar, principalmente quando ele fala de Portugal...



António Lobo Antunes visto por dentro na entrevista de Fátima Campos Ferreira feita ao escritor que recebeu a RTP na sua casa. 2011-10-15

PS: senão conseguires ver clica aqui

Silvio Berlusconi insiste em "dar música"...


O lançamento do quarto disco do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, fruto de uma colaboração com o cantor Mariano Apicella, foi adiado para o próximo dia 22 por "problemas técnicos", informou o jornal italiano Corriere della Sera.
O novo trabalho da parceria chama-se "Il vero amore" ("O verdadeiro amor", em português)

Excepto no penteado, a senhora Merkel não vos faz lembrar os Rammstein?...



ICH WILL (Eu Quero)

Eu Quero... 6x

Eu quero que vocês me sigam
Eu quero que vocês acreditem em mim
Eu quero sentir seus olhares
Eu quero controlar cada batida do coração

Eu quero ouvir suas vozes
Eu quero perturbar o silêncio
Eu quero que vocês me vejam bem
Eu quero que vocês me entendam

Eu quero suas fantasias
Eu quero suas energias
Eu quero ver suas mãos
Eu quero me afogar em aplausos

Vocês me veem?
Vocês me entendem?
Vocês me sentem?
Vocês me ouvem?

Vocês conseguem me ouvir?
-Nós te ouvimos-
Vocês conseguem me ver?
-Nós te vemos-
Vocês conseguem me sentir?
-Nós te sentimos-
Eu não entendo vocês.

Eu quero... 4x

Nós queremos que vocês confiem em nós...
Nós queremos que vocês acreditem em tudo que vem de nós...
Nós queremos suas mãos...
Nós queremos nos afogar em aplausos...

Vocês conseguem me ouvir?
-Nós te ouvimos-
Vocês conseguem me ver?
-Nós te vemos-
Vocês conseguem me sentir?
-Nós te sentimos-
Eu não entendo vocês.

Vocês conseguem nos ouvir?
-Nós os ouvimos-
Vocês conseguem nos ver?
-Nós os vemos-
Vocês conseguem nos sentir?
-Nós os sentimos-
Nós não entendemos vocês.

Eu quero... 6x

Retrato de um país...

Pedro Passos Coelho o nosso P.M diz-nos "que temos que empobrecer" e o nosso secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre, diz-nos que "Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras". Penso que esta imagem retrata bem o país que estes dois senhores querem, um país pobre e envelhecido...


Podem ver a fotografia original (de e com excelente qualidade) tirada por AJorge publicada no site "Olhares", clique aqui...

Passados quase 30 anos, pouco mudou. Livro "Seara de Vento" de Manuel da Fonseca...


"Os representantes das autoridades, quando em funções, são meros cumpridores de ordens. Não existem como pessoas livres e responsáveis. São apenas o braço que age. A responsabilidade da acção é de outros, daqueles que lhes ditam. Homenageá-los, na circunstância, seria homenagear, não a eles, mas a autoridade"

"Pobre gente, os ricos, sempre inseguros do dia da amanhã! Torna-se urgente modificar este abominável estado de coisas. Assegurar-lhes uma tranquilidade perene e farta. Esposas amantíssimas, prole de primeira e nédia, boas casas, na cidade, campo, praia, iates de convés bem provido de menininhas de corpo ao sol, criadagem reverente, parque automóvel, contas na Suiça, de modo a que de pais para filhos, netos, bisnetos e assim por diante possam, para todo o sempre e sempre contentinhos, refastelar-se no ter".

"Acabar com a assustadora insegurança das fortunas e pôr ponto final às pretensões desses malandros dos trabalhadores a quem nunca satisfaz o que lhes damos de tão boa mente".

Excertos retirados do prefácio escrito em 1984 pelo escritor Manuel da Fonseca "Seara de Vento" (livro publicado em 1958).

Ps: obrigado P. pela oferta deste livro...





quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Revolução Já...

 
Tem que começar em algum lugar!
Tem que começar em algum tempo!
Que lugar melhor do que aqui!
Que tempo melhor que agora!

Grande Sound System (28)...



Muito actual para os tempos que correm...

Grande Sound System (27)...

Frase do mês...


"Os governantes não sabem o que estão a fazer, são uns inúteis. Quanto mais depressa se forem embora, mais depressa a Grécia sai desta crise"

Frase proferida por um velho cidadão grego. É muita experiência acumulada...

CATASTROIKA...



Depois de Debtocracy, vem aí Catastroika - um filme sobre os processos de privatização, os seus custos e os seus efeitos. É feito por gregos mas é como se fosse feito por nós...

Eles andem ai...


Na última 6ª feira fui a Massama City almoçar com uns amigos. Um deles vive ao pé do nosso P.M e contava "esta zona agora está melhor, andaram a arranjar os jardins, o carro patrulha passa muito mais vezes" e de repente escuta-se um ruído de algo a cair/rebolar dos ramos mais altos da árvore da foto e a ficar presa por breves instantes nos ramos mais abaixo. Olhamos e eu digo "epá deve ser um pássaro que caiu de um ninho... mas aquilo não tem asas, e tem calda e tem garras... epá é um rato!" Ratos a caírem perto da casa do nosso P.M, será um presságio?...

Calma que o povo é sereno...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Administração Regional de Saúde paga rendas de edifícios que já não usa há anos. Ainda bem que querem cortar nas gorduras do Estado, mas enquanto isso não acontece, imagina quem paga. Mas a malta é serena...


Vê aqui a notícia no Jornal Público...

Custo acumulado do BPN no défice é maior que o corte nos subsídios de Natal e de férias...


Noticia retirada do Jornal Negócios

O custo acumulado da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) no défice orçamental será superior ao corte aplicado nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e pensionistas, calcula a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

Numa análise à proposta de Orçamento do Estado para 2012, os técnicos independentes que dão apoio aos deputados calculam em 1,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) o impacto no défice do custo directo da nacionalização do BPN em 2010 e 2011, um valor que supera os 1,2 por cento do PIB de impacto dos cortes nos subsídios de férias e Natal.

"No total o impacto no défice público suplantará o valor do corte nos subsídios de férias e de Natal de alguns funcionários públicos e pensionistas, avaliados em 1,2 por cento do PIB, 2.016 milhões de euros", diz a UTAO.

Para além do impacto no défice em 2010 e 2011, a UTAO calcula ainda que os encargos com juros que terão de ser suportados com as sociedades veículo do BPN vão originar custos na ordem dos 323 milhões de euros por ano, o equivalente a 0,2 por cento do PIB de 2012.

Só em 2010, o impacto na dívida pública do BPN foi de 2,2 por cento do PIB em 2010.








Além dos 3 mil milhões cedidos este ano de modo a aliviar os bancos credores, o Estado vai emprestar mais 2 mil milhões ao BPN em 2012. Imagina quem vai pagar? Mas a malta é serena...


Mais informações em dinheiro vivo

Em comissões pela "ajuda" da TROIKA, Portugal vai ter que lhes pagar 650 milhões. Que rica ajuda...

A máxima da banca...


Fotografia surrupiada do blog "arrastão"  (foto tirada por uma amiga, no Banco Invest, Rua Barata Salgueiro, em Lisboa)

Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, vai custar 7 MIL MILHÕES para produzir mais 1% de energia... Imagina quem vai pagar? Mas a malta é serena...


As Parcerias Público-Privadas em vigor para a construção de 10 barragens – Almourol, Alvito, Girabolhos, Pinhosão, Foz Tua, Fridão, Dalvões, Padroselos, Gouvães e Alto Tâmega são potencialmente ruinosas.

Nestas PPP, com um custo estimado em 7 mil milhões de euros no total (construção e exploração), e à semelhança do que se passará com as SCUT, os concessionários receberão sempre o valor acordado, mesmo que haja pouca água nas albufeiras e não seja produzida energia, garantindo ainda 30% das receitas obtidas com a geração de energia – durante os próximos 65 a 75 anos.

Estas barragens produzirão apenas 1% do consumo total da energia consumida no país, ou seja 7 mil milhões para produzir 1% mais de energia, grande negócio. Segundo dados da REN e do INAG, o total da produção eléctrica pelas novas barragens será de 3,2% do total nacional. Isto significa que não bastarão sequer para suprir os 4,7% a mais que se consumiram entre 2009 e 2010, e que se prevê aumentarem ao longo dos próximos anos.

Num estudo realizado pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças às PPP em 2010, do bolo total do investimento nestas parcerias, 41% irão para a construção e exploração de mais auto-estradas, 19% para Águas, Saneamento e Resíduos e 12% para a construção destas novas barragens. Ao tão propalado TGV cabe uma fatia de apenas 4%.

Os custos iniciais previstos para estas barragens são de 3.167 milhões de euros: à IBERDROLA cabem 1.700 milhões, à EDP 1.107 milhões e à ENDESA 360 milhões. Posteriormente receberão a concessão de exploração das barragens.

A utilidade destas barragens está totalmente em causa – o que levou a Liga para Protecção da Natureza, em associação com outras Organizações não Governamentais de Ambiente, a apresentar uma queixa perante a Direcção Geral do Ambiente e Comissão Europeia contra o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico – devido aos volumosos impactes ambientais e sociais, além do explicitamente fraco desempenho energético que estas construções terão.

Estando a situação económica do país seriamente comprometida, é promíscuo o interesse público associado à decisão de avançar com a construção de barragens com manifesta insuficiência energética, sem interesse económico ou turístico para o país, pondo em causa a viabilidade agrícola das regiões afectadas, provocando graves danos ambientais, e aumentando ainda mais a pressão financeira em que se encontra o erário público. As políticas de investimento público em Portugal neste momento baseiam-se única e exclusivamente no sector da construção civil e na betonização descontrolada.

Estou seriamente preocupado com a subtracção do factor ambiental do processo decisório, embora neste caso específico destaque também a subtracção do próprio factor económico, situação que deixará seguramente perplexo qualquer observador neutro da situação actual...

PS: texto retirado do blog "Ambiente: a nossa escolha"