"Afastar muitos para longe do rebanho, foi para isso que eu vim!" Nietzsche

domingo, 27 de novembro de 2011

Um fado da Amália que eu acho muito engraçççado...

Um dos meus fados favoritos da Amália...

No CCB está a exposição A Arte da Guerra - Propaganda da II Guerra Mundial, muito bom e é grátis...


A Arte da Guerra - Propaganda da II Guerra Mundial é o título da exposição temporária co-produzida pelo Museu do Caramulo e Museu Colecção Berardo.

A exposição mostra mais de 200 peças originais, como cartazes, panfletos, filmes e crachás de países que participaram na guerra, como os Estados Unidos, a Alemanha, a Inglaterra, a França, a Itália, o Japão e a União Soviética.

O tema da propaganda em tempo de guerra é fascinante. Pelo seu impacto, pelas diferentes formas como foi implementado nas várias nações, pela quantidade sem precedentes em que foi produzida, mas acima de tudo pela forma de arte que ela assumiu, cumprindo com o objectivo de uma qualquer outra obra de arte: provocar emoções nas pessoas e mudar o mundo.

O cartaz impresso "foi a principal forma de propaganda, sobretudo pela facilidade de produção e de aplicação em qualquer local, permitindo que a mensagem estivesse sempre presente junto dos cidadãos, e apelando a que dessem, produzissem e se sacrificassem" em prol do esforço de guerra, pode ler-se na descrição da exposição.

Os cartazes foram uma forma de propaganda criada expressamente com imagens fortes e mensagens acessíveis a toda a população, de forma a chegar a todo o tipo de pessoas, para as mobilizar a um apoio activo para o esforço de guerra.

Esta forma de comunicação foi produzida por ministérios e agências governamentais, organizações independentes ou empresas privadas, e combinava "ilustrações com forte teor emocional com mensagens de texto fáceis de decorar".

Enquanto na I Guerra Mundial os cartazes eram mais artísticos e mais sombrios, a propaganda da II Segunda Guerra Mundial, principalmente a partir de 1943, passou a recorrer a mensagens de texto simples com imagens estilizadas criadas pela indústria publicitária para uma maior eficácia e compreensão, refere o museu, sobre a exposição.

O objectivo era "inspirar o patriotismo, apelar ao contributo a bem da causa nacional", e que poderia ser dado de diversas formas, desde o alistamento nas forças armadas, o racionamento de comida ou de outros bens essenciais, o esforço na produção da indústria da guerra, o cuidado com as conversas em locais públicos, ou a compra de títulos de guerra.

Horário: Aberto todos os dias entre as 10h00 e as 19h00 (última entrada às 18h30).

Preços: Entrada livre.

O NOSSO FADO, foi hoje considerado Património da Humanidade...


Este stencil espectácular foi feito pela M. e desde já agradeço-lhe. E dedico esta pequena homenagem ao teu pai que pertence agora ao Património da Humanidade. Extraordinário não é M? Beijinhos***

sábado, 26 de novembro de 2011

Segundo Pedro Passos coelho temos que empobrecer, será que os senhores da porsche não sabem disso?...


Hoje na sic notícias durante o intervalo do jornal de sábado, deu um anúncio do novo porsche cayenne hidrido. Afinal o país tem que empobrecer, mas a pobreza é só para alguns. Nestes vários anos que tenho nunca, nunca vi um anúncio da porsche na televisão. Concerteza que este anúncio tem uma população alvo! Para um país que está financeiramente mal e que se pede cada vez mais sacrificios a quem trabalha honestamente, e cuja única solução segundo o nosso P.M é empobrecer, a porsche colocar um anúncio na televisão é porque deve haver mais compradores actualmente (época de crise), do que nos anos anteriores que supostamente não havia crise. Os cortes de rendimentos de muitos, servem para que poucos possam comprar um novo brimquedo...

Como vivem os deputados num país como a Suécia?...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Exame da Troika, obrigado Passos Coelho...

 
Imagem retirada do henricartoon.blogs.sapo.pt

"Só sairemos desta situação empobrecendo", obrigado Passos Coelho...


Imagem retirada do henricartoon.blogs.sapo.pt

Nacionalizar para beneficiar o país é mau! Mas "nacionalizar" a BANCA e fornicar os Portugueses é bom?...


E eu a pensar que o malta da BANCA era contra a nacionalização e contra o Estado intervir, afinal andava enganado.

PS: nacionalização está entre aspas, porque não se trata de uma verdadeira nacionalização. Ou seja, o Estado dá o dinheiro (12 mil milhões de euros, que nós é que vamos pagar) à BANCA, mas principalmente não é uma nacionalização porque o Estado continua a não interferir nos seus negócios. Resumindo: o Estado dá-lhes o dinheiro que é nosso, mas não é uma nacionalização porque o Estado não vai ter o controlo sobre as administrações bem como do seu modus operandi. Basicamente vamos dar-lhes buéda dinheiro para eles fazerem o que quiserem, ou seja, fazerem o que fizeram até agora... ENRIQUECER...

Jerónimo de Sousa o primeiro político no Alta definição, será por acaso...

Para veres uma entrevista simplesmente fantástica de alguém que verdadeiramente lutou e luta por Portugal. Por um Portugal melhor, mais justo e para todos clica aqui

Digam lá se não é uma ideia brilhante e espectacular do governo do Pedro Passos Coelho. Mas a malta é serena e gosta de pagar para que meia dúzia ande bem na vida…



Hoje na AR estão a discutir o orçamento de estado para 2012 na especialidade. E ficamos a saber que 12 mil milhões de euros que o FMI emprestou a Portugal são só e exclusivamente para a BANCA. Confuso? Eu passo a explicar…

Por um lado o governo de Pedro Passos Coelho diz-nos que o Estado é muito grande e que temos que privatizar empresas (para entrar mais dinheiro nos cofres) como a EDP, Galp, Águas de Portugal, Telecom… todas estas estrategicamente importantes para que Portugal mantenha o controlo sobre por exemplo, a energia e a água consumida pelos portugueses. Outras como por exemplo a TAP, CP também elas importantes mas que infelizmente dão prejuízo. Mas o que se pretende é privatiza-las.

Em relação aos 12 mil milhões de euros exclusivos para que a BANCA não se descapitalize é outra história. Primeiro o governo de Pedro Passos Coelho (PPC) vende ao desbarato os poucos anéis que o nosso país ainda tem. Mas a BANCA que é PRIVADA o governo do PPC dá-lhes 12 mil milhões de euros do FMI, mas quem paga somos todos nós. Ou seja, o dinheiro vai para a BANCA e nós pagamos. No fundo é uma” NACIONALIZAÇÃO” (pegar em dinheiro público e injectá-lo numa empresa privada). Os poucos trunfos que temos vendemos, PRIVATIZAMOS. A BANCA está aflita e o governo do PPC ” NACIONALIZA” algo que não vai trazer benefícios, lucros para os contribuintes portugueses/Estado Português. A BANCA que paga menos impostos que qualquer contribuinte vai receber 12 mil milhões de euros e nós que descontamos cada vez mais, para termos cada vez menos é que lhes pagamos os 12 mil milhões de euros. O funcionário público que trabalha 40 horas semanais e recebe 600 euros por mês sacam-lhe metade do 13º mês e metade do 14º mês, mas a estes senhores nada lhes é pedido. Mas isto ainda se torna mais caricato.

Imaginemos que eu tenho um negócio de alheiras ou de robalos e que infelizmente o negócio está mal e estou sujeito a falir. O que é que eu faço? Para manter o negócio vendo algum património que tenha, passo andar de transportes públicos em vez de andar de carro, deixo de comer nos restaurantes, se fumo deixo de fumar, etc. Mas a BANCA não! Recebe 12 mil milhões de euros, que nós temos que pagar, mas mantém o mesmo "estilo de vida" (carros, telemóveis, viagens, jantaradas, cartão de crédito, ordenados principescos, ajudas de custo, patrocina jogos de golfe…) e ainda pagam dividendos aos accionistas. Se pagam dividendos é porque têm lucro! Se calhar se o negócio vai mal em vez de se pagar os dividendos aos accionistas, têm que se lhes explicar que o dinheiro em vez de ir para os bolsos, deve ficar no banco para que ele possa fazer frente ao problema. Ou seja, não cortam nas suas despesas, nem vendem o seu património pessoal para manter o seu negócio, porque vão receber 12 mil milhões de euros que nós é que vamos pagar. Mas o exemplo mais ridículo é alguém ter um empréstimo num desses bancos, que todos os meses tem que pagar a mensalidade e ainda lhes vai pagar uma parte dos 12 mil milhões de euros. Ou seja paga duas vezes. Eu com o meu negócio de alheiras ou de robalos tenho que vender o meu espólio e mudar de estilo de vida para manter o meu negócio. A BANCA mantém tudo na mesma e recebe 12 mil milhões de euros que nós pagamos.

Resumindo:

PRIVATIZAR: EDP, GALP, TAP, ÁGUAS DE PORTUGAL, TELECOM (importantes para a soberania de Portugal)

“NACIONALIZAR”: BANCA (coitadinhos estão aflitos)

CUSTO DESSA “NACIONALIZAÇÃO”: 12 MIL MILHÕES DE EUROS.

QUEM PAGA O CUSTO DESSA “NACIONALIZAÇÃO”: OS MESMOS DE SEMPRE, NÓS

VANTAGENS PARA OS CONTRIBUINTES PORTUGUESES/ESTADO PORTUGUÊS: NENHUMA

CONCLUSÃO: a BANCA recebe os 12 mil milhões de euros e nós pagamos. Perdemos pontos estratégicos da nossa soberania, cortam na saúde, educação, apoios sociais, temos que mudar de estilo de vida, empobrecer e abandonar o conforto das nossas fronteiras (emigrar). E a BANCA mantém-se à grande e à portuguesa.

Digam lá se não é uma ideia brilhante e espectacular do governo do Pedro Passos Coelho. Mas a malta é serena e gosta de pagar para que meia dúzia ande bem na vida

domingo, 20 de novembro de 2011

A Cátia da casa dos segredos ao pé destes estudantes universitários é um génio...

Sei que já passou mas mesmo assim. Este mês de Novembro, no dia 16, José Saramago cumpriria 88 anos. Fazes tanta falta...


Na agenda de 2011 do José Saramago, pode ler-se uma frase diferente no início de todas as semanas. E do dia em que nasceu, dia 16 de Novembro está escrito o seguinte:

"Tudo o que fiz foi plena consciência de um ser humano que busca relatar a sua identidade. Preciso indagar que diabos estou fazendo aqui na vida, na
sociedade e na história."

PS: fazes tanta falta Saramago...

Gente da minha terra...



Ontem enquanto caminhava pela cidade, passei pelo Monumental por volta das 22:30,  e reparei que o vidrão tinha um desenho do "Senhor do Adeus" (embora ele afirmasse que acenava para dizer olá e cumprimentar as pessoas que passavam, ficou conhecido como o Senhor do Adeus, ironias). Achei simpática a ideia de colocar naquela zona esta espécie de tributo a este ícone de Lisboa, que tantas vezes o viu acenar e cumprimentar as pessoas, porque queria dar alegria aos outros. Mas perto deste vidrão, alguém começou a gritar "eles estão a chegar!". Rapidamente começaram a aparecer pessoas vindas de várias direcções, cerca de 60, que se colocaram numa fila ordenada e aguardaram que chegasse a sua vez de receber uma refeição quente naquela noite fria de Lisboa. Já tinha visto aquela cena repetir-se incontáveis vezes, mas hoje era diferente... olhei com mais atenção e reparei que havia casais e alguns deles com filhos que não deviam ter mais de 7 anos e muitos deles bem vestidos. As "carências alimentares" ou "subnutrição” como agora gostam de chamar à fome, começa a chegar a outras camadas da sociedade. Já não são só os apelidados “vagabundos”,  “sem-abrigo”, que se alimentam da bondade de algumas almas caridosas, também outros que nunca pensaram ter que se colocar em fila, numa rua nobre da cidade ao frio e receber, quem sabe, a sua primeira e única refeição do dia. Mas mesmo no meio deste drama, a resiliência e a esperança de que melhores dias virão, alguém diz em tom irónico "eu quero comer um bocado de paté ou de caviar"...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011